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Trump ameaça intervenção militar na Nigéria por ataques a cristãos

Presidente dos EUA diz ter ordenado ao Pentágono plano para ação “rápida” e anuncia suspensão imediata de toda ajuda; governo nigeriano nega perseguição religiosa e pede reunião

03/11/2025 às 17h24 Atualizada em 05/11/2025 às 23h21
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O presidente Donald Trump afirmou no último sábado (1º) que ordenou ao Departamento de Guerra que se prepare para uma possível operação militar “rápida” na Nigéria caso o governo de Abuja não reprima a violência contra cristãos. Em post no Truth Social, Trump também prometeu cortar imediatamente toda assistência americana e declarou que, se necessário, os EUA entrarão “armados até os dentes” para “erradicar” os grupos que vêm cometendo as atrocidades.

A reação nigeriana foi de reprovação, mas sem escalada imediata: o presidente Bola Tinubu e a Presidência negaram que haja perseguição sistemática a cristãos e defenderam os esforços do país para proteger a liberdade de culto. O porta-voz Daniel Bwala disse que a declaração foi encarada como gesto político e pediu diálogo — Abuja quer uma reunião entre os líderes para tratar das diferenças e reforçar a cooperação contra o extremismo, desde que respeitada a integridade territorial.

A medida americana ocorre logo após Washington recolocar a Nigéria na lista de “Países de Preocupação Especial” por supostas violações à liberdade religiosa, grupo que inclui China, Coreia do Norte e Rússia. Autoridades americanas, incluindo o secretário da Guerra, afirmaram que o Pentágono está se preparando; ao mesmo tempo, analistas apontam que os EUA têm presença militar reduzida na região e que qualquer intervenção em larga escala enfrentaria custos políticos e logísticos relevantes.

A ameaça deixa um rastro de incertezas: não há calendário público para qualquer ação e a Casa Branca não detalhou prazos ou limites para a operação proposta. Especialistas veem risco de aumento da tensão diplomática entre os dois países e pedem que a resposta combine pressão por direitos humanos com canais diplomáticos, exatamente o pedido formalizado hoje por Abuja, que busca tratar a questão na base do diálogo.

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