
Enquanto a Argentina endurece o combate ao narcotráfico, o Brasil segue tratando o crime organizado com complacência e discursos ideológicos. A ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, anunciou que o PCC e o Comando Vermelho passam a ser classificados como “organizações narcoterroristas”. A decisão, inédita na América do Sul, reconhece que essas facções extrapolaram fronteiras e se tornaram ameaças à segurança internacional.
A medida, que inclui cooperação com o FBI e sanções mais duras contra criminosos, representa um salto na política de segurança do governo Javier Milei — um gesto de soberania e coragem em um continente que há anos evita chamar o crime pelo nome. Para Bullrich, os grupos brasileiros agem como redes de terror, com estrutura paramilitar, tráfico de armas, domínio territorial e uso sistemático do medo.
Na prática, a Argentina não quer repetir o erro do Brasil, onde as facções controlam presídios, ditam regras nas periferias e já possuem ramificações políticas e econômicas. Lá, membros do PCC e do CV presos são isolados e monitorados, impedidos de agir como “chefes” dentro das cadeias. Aqui, muitos ordenam crimes de dentro das celas, comandando execuções, tráfico e corrupção.
Enquanto Milei age, Lula relativiza. Recentemente, o presidente brasileiro chegou a afirmar que “os traficantes são vítimas dos usuários” — uma declaração que gerou indignação e foi vista como um retrato da visão distorcida do governo sobre a criminalidade. Em vez de fortalecer as forças de segurança, o Planalto enfraquece a narrativa de combate, priorizando pautas ideológicas e atacando a polícia.
A pergunta é inevitável: por que Lula se recusa a reconhecer o óbvio? O Brasil enfrenta facções que movimentam bilhões, controlam fronteiras e dominam estados inteiros, com poder de fogo comparável a grupos insurgentes. Tratar isso como “problema social” é negar a realidade e colocar a população como refém de criminosos.
A complacência do governo brasileiro com o crime organizado tem preço: policiais mortos, civis em pânico, crianças fuziladas e comunidades dominadas pelo medo. Enquanto o Estado se omite, o tráfico se fortalece — criando sua própria lei, justiça e economia paralela.
Com a decisão de Milei, a Argentina envia um recado ao continente: não há espaço para neutralidade diante de facções que subvertem o Estado e semeiam o terror. É uma postura dura, mas necessária. O terrorismo não veste turbante — aqui, ele veste bermuda, carrega fuzil e comanda do morro.
O contraste entre Milei e Lula não é apenas político — é moral. Um age para proteger a sociedade, o outro parece preocupado em não ofender os criminosos. No fim, a diferença entre ambos é simples: um enfrenta o crime, o outro o justifica.
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