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Internacional LIBERDADE AVANÇA

Milei derrota o peronismo e consolida poder na Argentina

Contra todas as previsões, o presidente libertário conquista vitória histórica nas legislativas, rompe hegemonia kirchnerista e ganha força para aprofundar seu plano econômico até 2027

26/10/2025 às 21h56 Atualizada em 27/10/2025 às 11h18
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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Em uma virada que surpreendeu analistas e eleitores, o presidente argentino Javier Milei obteve neste domingo (26) uma vitória contundente nas eleições legislativas, consolidando sua base política no Congresso e garantindo novo impulso ao seu governo. Com 40% dos votos, a coalizão A Liberdade Avança (LLA) superou amplamente o Força Pátria, principal força peronista, que somou apenas 24,5%. O resultado garante a Milei 64 assentos na Câmara e 12 no Senado, assegurando o mínimo necessário para vetar projetos e impulsionar reformas.

A vitória libertária foi nacional: 16 das 24 províncias argentinas votaram em Milei, inclusive bastiões históricos do peronismo como Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé. O mapa eleitoral, agora amplamente tingido de roxo — cor dos libertários —, simboliza o colapso da hegemonia kirchnerista. Há apenas dois meses, o presidente havia sofrido uma dura derrota na província de Buenos Aires, mas reagiu mobilizando votos “antikirchneristas” e “anticaos”, embalado pelo medo de uma nova crise econômica caso o peronismo retornasse ao poder.

Mesmo com a participação eleitoral mais baixa desde 1983, 66%, o desempenho de Milei superou todas as projeções. O resultado também afasta, ao menos por ora, os temores de turbulência financeira previstos para o dia seguinte às eleições, quando o mercado esperava uma disparada do dólar em caso de vitória peronista. Milei sai das urnas fortalecido e pronto para avançar com sua agenda de austeridade fiscal e reformas liberais, mas já prepara uma reforma ministerial para ampliar alianças com setores da direita tradicional e do centro.

Do outro lado, o peronismo enfrenta uma crise profunda. Enfraquecido pela derrota e pela ausência política de Cristina Kirchner, em prisão domiciliar, o movimento vê o governador Axel Kicillof assumir o papel de principal voz da oposição. Enquanto isso, Milei colhe os frutos de dois anos de ajuste e da desaceleração da inflação, reforçada por apoio financeiro dos Estados Unidos e pela retomada da confiança internacional. A nova configuração parlamentar marca uma virada histórica: a Argentina entra em uma era em que o libertarismo, antes visto como uma aposta radical, se transforma na principal força política do país.

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