
Em 4 de fevereiro de 2015, o voo 235 da TransAsia Airways caiu no rio Keelung, em Taipei, apenas três minutos após a decolagem. O ATR 72-600 perdeu o controle, bateu a asa em um carro e despencou diante das câmeras de trânsito. No total, 43 pessoas morreram, em um dos acidentes aéreos mais marcantes da última década.
A investigação apontou que o comandante desligou por engano o motor que funcionava, enquanto o outro já apresentava falhas. Alarmes dispararam e a cabine se transformou em um ambiente de confusão, sem coordenação entre comandante e copiloto. Esse erro de comunicação e falhas de treinamento foram decisivos para o desfecho trágico.
O histórico do piloto já registrava dificuldades em emergências e problemas de estresse. Mesmo assim, ele foi promovido pela TransAsia, que passou a ser criticada por negligência na formação de seus tripulantes. A companhia, já fragilizada financeiramente, encerrou as atividades em 2016, menos de dois anos após o acidente.
Além do impacto na aviação, a queda provocou tensão diplomática: 31 passageiros eram chineses, o que acirrou discussões entre China e Taiwan. Dez anos depois, o caso segue como exemplo de como falhas humanas e de treinamento podem custar caro e deixar lições que a aviação mundial não pode esquecer.


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