
A Tailândia se despediu nesta sexta-feira (24) da rainha emérita Sirikit, mãe do atual rei Maha Vajiralongkorn e viúva de Bhumibol Adulyadej, o monarca que reinou por 70 anos. Sirikit morreu aos 93 anos, no Hospital Chulalongkorn, em Bangcoc, após complicações de saúde. O palácio real informou que toda a família real deverá observar um ano de luto.
Conhecida como a “Jackie Kennedy da Ásia”, Sirikit ajudou a consolidar a imagem da monarquia tailandesa ao lado do marido. Casada ainda aos 17 anos, ela tornou-se uma das figuras mais admiradas do país, com presença marcante em eventos políticos, culturais e internacionais, sempre associada à elegância e ao glamour.
Nos últimos anos, após sofrer um derrame e outras enfermidades, Sirikit já não aparecia em público, mas continuava sendo reverenciada: seus retratos emoldurados em dourado ainda são vistos em prédios, lojas e casas. Sua morte provoca comoção popular semelhante à de 2016, quando Bhumibol (seu esposo) faleceu, levando milhões de tailandeses a um ano de luto oficial.
O aniversário de Sirikit, em 12 de agosto, é celebrado como Dia das Mães na Tailândia. Sua trajetória, marcada pelo carisma e pela ligação com a cultura e a fé budista, reforça a força simbólica da monarquia no país. Para muitos tailandeses, ela representava uma figura maternal e espiritual, cuja ausência abre um capítulo de saudade e homenagem.
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