
O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, de 70 anos, começou nesta terça-feira (21) a cumprir sua pena de cinco anos de prisão na penitenciária de La Santé, em Paris. A Justiça o condenou por participação em um esquema de financiamento ilegal de campanha em 2007, com recursos vindos do regime do ditador líbio Muammar Khadafi. A entrada do ex-chefe de Estado no presídio foi transmitida ao vivo por emissoras de televisão, em meio a forte esquema de segurança.
A prisão marca um momento histórico: Sarkozy é o primeiro ex-presidente da República Francesa e também da União Europeia a cumprir pena atrás das grades. Desde a Segunda Guerra Mundial, nenhum líder francês havia sido detido. Cercado por apoiadores ao deixar sua residência, Sarkozy apareceu ao lado da esposa, Carla Bruni, e de seus filhos. Muitos manifestaram apoio cantando o hino nacional da França.
Apesar da condenação, Sarkozy insiste em sua inocência e afirma ser vítima de perseguição política. Em mensagens publicadas em redes sociais e em entrevistas, ele declarou: “Não é um ex-presidente que estão prendendo, mas um homem inocente”. O ex-líder prometeu “manter a cabeça erguida” e disse que pretende usar o período na prisão para escrever sobre o caso, que classifica como “um escândalo judicial”.
Os advogados do ex-presidente já recorreram da decisão e apresentaram pedido de habeas corpus. Segundo a defesa, não há motivo para que ele permaneça encarcerado até o julgamento da apelação, previsto para março de 2026. Até lá, Sarkozy permanecerá em uma cela individual de nove metros quadrados na ala de isolamento da prisão, onde, de acordo com seus apoiadores, continuará a lutar para provar sua inocência.
Confira vídeo:
TENSÃO INTE Trump endurece o tom e ameaça: “O Irã deixará de existir” se romper cessar-fogo novamente
ESTREITO DE ORMUZ Novos ataques dos EUA elevam risco de guerra aberta no Oriente Médio
DESASTRE NATURAL 1430 mortos: Venezuela vive uma das maiores tragédias sísmicas de sua história
TERREMOTO VENEZUELA Venezuela vive corrida contra o tempo enquanto número de mortos chega a 920 e mais de 54 mil seguem desaparecidos
ITAMARATY Terremoto na Venezuela: tragédia deixa centenas de vítimas e atinge brasileiros
UMA ONDA AZUL América Latina desavermelha? Keiko Fujimori vence no Peru e amplia avanço da direita na região Mín. 23° Máx. 32°