
O que parecia impossível e improvável se materializou nesta segunda-feira, 13 de outubro de 2025: o Hamas entregou todos os reféns restantes a Israel. O gesto simbólico encerra um dos capítulos mais sombrios da história recente da região e marca o início de um novo tempo. A libertação total foi resultado direto de uma intensa negociação diplomática, que envolveu países árabes e a intermediação firme do governo americano sob a liderança do presidente Donald Trump.
Treze reféns foram libertados neste último grupo, completando a entrega dos sobreviventes após mais de dois anos de cativeiro em Gaza. Segundo o Exército de Israel, todos estão sob cuidados médicos e serão reunidos às famílias ainda nesta semana. O acordo, firmado com o apoio do Egito, Catar e Turquia, prevê também a libertação de 1.718 palestinos detidos por Israel desde 2023, além de 250 prisioneiros que cumpriam prisão perpétua.
A troca encerra, pelo menos temporariamente, uma guerra que devastou Gaza e deixou mais de 67 mil mortos, segundo o Ministério da Saúde local. O conflito, iniciado após o ataque do Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, custou vidas, lares e esperanças. Agora, o desafio é reconstruir o que foi destruído — física e emocionalmente — e transformar o cessar-fogo em uma paz duradoura.
Donald Trump acompanhou de perto a operação de libertação dos reféns. Ele desembarcou em Tel Aviv nas primeiras horas do dia, reuniu-se com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e discursou no Parlamento israelense. Em suas palavras, proclamou “o amanhecer histórico de um novo Oriente Médio”, recebendo aplausos de pé dos membros do Knesset e de familiares das vítimas.
Na sequência, o presidente americano seguiu para o Egito, onde participa de uma cúpula internacional sobre o futuro de Gaza. O encontro, realizado em Sharm el-Sheikh, reúne mais de 20 líderes mundiais. A pauta inclui o plano de 20 pontos proposto por Trump para garantir a estabilidade regional, com medidas humanitárias, reconstrução de infraestrutura e um pacto de segurança regional.
Enquanto isso, as ruas de Tel Aviv e Jerusalém foram tomadas por cenas de emoção. Milhares de pessoas aguardavam os helicópteros israelenses que traziam de volta os libertados. Quando as primeiras aeronaves pousaram, o silêncio deu lugar a aplausos, lágrimas e cânticos. “Voltei — o povo de Israel vive”, escreveu o refém Guy Gilboa-Dalal em uma placa branca, gesto que rapidamente se tornou símbolo de esperança.
Do outro lado da fronteira, em Gaza, famílias palestinas também se reuniram para receber os prisioneiros libertos. “Espero que essas imagens possam ser o fim dessa guerra. Perdemos amigos, parentes e nossas casas. Precisamos de paz”, disse Emad Abu Joudat, morador da Cidade de Gaza. O sentimento, ainda que dividido entre dor e alívio, mostra que ambos os povos anseiam pelo mesmo destino: viver sem medo.
O acordo também prevê a entrada diária de centenas de caminhões com alimentos, combustível e medicamentos em Gaza, sob supervisão de agências humanitárias. Essa ajuda é vista como essencial para conter a fome e atender os milhões de palestinos deslocados pelos bombardeios. Segundo a ONU, mais de 80% da população de Gaza depende hoje de assistência externa.
Apesar da euforia inicial, especialistas alertam que o caminho para a paz definitiva ainda será longo. Israel exige o desarmamento total do Hamas, enquanto o grupo insiste na retirada completa das forças israelenses do território. Mas, pela primeira vez em anos, há um fio de esperança. Como disse Trump ao deixar Tel Aviv: “A paz começa quando alguém tem coragem de acreditar nela — e hoje, o mundo acreditou.”
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