
Após dois anos de guerra sangrenta, Israel e Hamas chegaram a um acordo considerado a primeira etapa concreta rumo à paz na Faixa de Gaza. O plano prevê cessar-fogo imediato, libertação de reféns em poder do grupo palestino e recuo progressivo das tropas israelenses. Em contrapartida, prisioneiros palestinos também devem ser soltos. O documento será assinado nesta quinta-feira (9) no Egito, país que mediou as rodadas finais de negociação.
O presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi convidou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a cerimônia. Trump teve papel decisivo nas tratativas, segundo fontes ligadas ao processo, após convencer o governo israelense a aceitar os termos já aceitos pelo Hamas desde maio. Um “Conselho de Paz” internacional, com participação de um comitê palestino tecnocrático, ficará responsável por monitorar a implementação do acordo.
Ainda há divergências sobre quando começará a libertação dos reféns. Enquanto Trump fala em segunda-feira (13), autoridades israelenses indicam que o processo pode ocorrer já no fim de semana. Israel calcula que 48 pessoas seguem detidas em Gaza, das quais ao menos 20 estariam vivas. Entre os sequestrados estão cidadãos israelenses e estrangeiros de países como Tailândia, Tanzânia e Nepal.
O acordo surge em meio a uma tragédia humanitária de grandes proporções. Desde o início da guerra, mais de 67 mil palestinos morreram, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, e cerca de 1.200 israelenses perderam a vida no ataque inicial do Hamas em 2023. Especialistas da ONU alertam que Gaza enfrenta escassez extrema de água, alimentos e medicamentos, caracterizando o cenário como um “saudocídio” — genocídio por falta de condições mínimas de saúde.
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