
O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2025 foi anunciado na última segunda-feira, 6 de outubro, no Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia. Os ganhadores são Mary Brunkow, de Seattle, Fred Ramsdell, dos Estados Unidos, e Shimon Sakaguchi, da Universidade de Osaka, no Japão, reconhecidos por estudos sobre células T reguladoras (Tregs), fundamentais para evitar que o corpo ataque seus próprios tecidos.
A situação curiosa deste ano ficou por conta de Fred Ramsdell, que não foi informado imediatamente sobre a conquista. Segundo colegas, ele está desconectado de tudo, participando de um retiro de “detox digital” na natureza, sem responder a e-mails ou telefonemas. “Ele merece todos os créditos, mas nem eu consigo contato”, disse Jeffrey Bluestone, amigo e cofundador do laboratório de Ramsdell.
As descobertas do trio avançam o entendimento sobre doenças autoimunes. Sakaguchi identificou as Tregs em 1995, e Brunkow e Ramsdell descobriram o gene FoxP3, essencial para o funcionamento dessas células. Mutação nesse gene está ligada a síndromes autoimunes raras, como a IPEX. O Nobel reconhece trabalhos que transformam o conhecimento médico e oferecem novas perspectivas para tratar doenças humanas.
Enquanto isso, a comunidade científica celebra o prêmio e os avanços na imunologia, e Ramsdell continua inacessível, possivelmente em alguma trilha remota de Idaho, nos EUA, vivendo sua desconexão digital. O Nobel de Medicina chega à sua 116ª edição, destacando descobertas que mudam paradigmas e ampliam a compreensão sobre o corpo humano e suas doenças.
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