
A declaração do presidente sérvio Aleksandar Vučić, de que uma guerra mundial seria inevitável, reacendeu debates sobre o futuro das alianças internacionais. No Brasil, a pergunta que fica é clara: de que lado o país estaria em um cenário de confronto global?
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Brasil manteve simpatias com a Alemanha nazista (antes de se alinhar aos Aliados, Getúlio Vargas flertava abertamente com o nazifascismo, adotando no Estado Novo práticas autoritárias inspiradas em regimes como o de Hitler e Mussolini), mas acabou cedendo à pressão dos Estados Unidos e se juntando ao lado ocidental. Hoje, apesar de o presidente Lula repetir à exaustão que ama e defende a democracia, suas maiores amizades internacionais — e isso não é de hoje — são justamente com regimes ditatoriais, como Rússia, China, Venezuela, Cuba e Nicarágua.
Esse cenário coloca o país em uma posição delicada. Se por um lado há uma forte aproximação comercial e política com Moscou e Pequim, por outro, a geografia e a dependência tecnológica do Ocidente continuam a pesar. O Brasil está no quintal estratégico dos Estados Unidos, e em caso de conflito prolongado, pressões econômicas e diplomáticas dificilmente permitiriam uma neutralidade sustentada.
Resta torcer para que, diante de uma escolha inevitável, o Brasil fique do lado certo da história: ao lado da liberdade, da democracia e do Ocidente, que até hoje ainda representam esses valores em meio às tensões globais.
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