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Economia MAIS TAXAÇÃO

Crise na economia: A implacável fome do governo por tributos e o peso no bolso de quem paga a conta

Desde que assumiu o poder, o governo tem demonstrado uma tendência marcante ao gasto excessivo, uma postura que não passou despercebida pelo público e pelos críticos

02/09/2024 às 12h12 Atualizada em 03/09/2024 às 12h14
Por: Douglas Ferreira
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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ditado que afirma que "todo dinheiro do mundo para governo de esquerda é pouco" parece encontrar eco na realidade do governo Lula 3. Desde que assumiu o poder, o governo tem demonstrado uma tendência marcante ao gasto excessivo, uma postura que não passou despercebida pelo público e pelos críticos. O resultado dessa postura já se reflete nos déficits que surgiram em estatais anteriormente superavitárias e no rombo das contas públicas, que foram herdadas com um superávit de mais de R$ 56 bilhões.

A figura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, simboliza essa política de tributação agressiva, a ponto de ser apelidado de "Taxad" pelos contribuintes. A revolta é evidente, e os memes que viralizam nas redes sociais são apenas um reflexo do descontentamento crescente. Mas o que motiva essa ânsia quase insaciável do governo em aumentar a arrecadação?

Na proposta orçamentária enviada ao Congresso Nacional, Haddad novamente recorre ao aumento de alíquotas como solução para tapar os buracos fiscais. O que chama a atenção, no entanto, é a falta de um discurso consistente sobre a contenção de gastos. Quando cortes são feitos, eles frequentemente atingem áreas sensíveis como saúde, educação, programas sociais e as obras do PAC. E o que fica no ar é a pergunta: por que o governo tem tanta dificuldade em economizar?

A resposta pode estar na própria estrutura do governo, que parece mais inclinada a gastar do que a economizar. A ideia de corte de gastos supérfluos raramente ganha espaço, e quando a austeridade é aplicada, ela atinge exatamente os setores que impactam diretamente a população. É como se a lógica fosse penalizar o cidadão comum enquanto os gastos governamentais com viagens ao exterior e outros luxos continuam sem uma justificativa palpável, sem retorno para a União.

O aumento de tributos proposto no orçamento será suficiente para cobrir as despesas caso o governo mantenha esse padrão de gasto? A resposta é incerta. O que se sabe é que, sem uma mudança significativa na política fiscal, a conta não fechará no final. O governo corre o risco de continuar sobrecarregando o contribuinte, gerando ainda mais descontentamento e, claro, uma nova onda de memes que expressam a insatisfação popular.

Em última análise, a pergunta que fica é: até quando o governo poderá sustentar essa postura perdulária sem que a estrutura fiscal desmorone? A resposta está nas mãos de quem paga a conta.

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A NOTÍCIA E O FATO
A NOTÍCIA E O FATO
Sobre Douglas Ferreira é multimídia. Além de jornalista, é bacharel em Direito. Foi repórter da TV Clube, afiliada da Rede Globo, por 10 anos e, em Caxias, no Maranhão, apresentou o programa “Fala Caxias”. Fundou e dirigiu por seis anos a Folha do Cocais. Foi secretário de Comunicação da Prefeitura de Caxias e retornou a Teresina como âncora da TV Meio Norte. Por 20 anos, reportou e apresentou na TV Antena 10, afiliada da Record. Também foi assessor de imprensa do Tribunal de Justiça do Piauí e passou por rádios e pelos maiores portais do Estado. Sua vida é o jornalismo. No Sistema Move de Comunicação, foi editor do Portal Move Notícias e apresentador do Business Cast, do canal movetvweb no YouTube. Agora, está à frente do Gazeta Hora1.
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