
A Nigéria atravessa uma crise sem precedentes de perseguição religiosa em 2025. Somente entre janeiro e julho, mais de 7 mil cristãos foram assassinados no país, segundo relatório da Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety). No mesmo período, cerca de 7.800 pessoas foram sequestradas por grupos extremistas. O drama humanitário atinge principalmente o Cinturão do Meio, região central do país.
Entre os responsáveis pelos ataques estão facções radicais como Boko Haram, Estado Islâmico e milícias Fulani. O levantamento da Intersociety, coordenado pelo criminologista Emeka Umeagbalasi, aponta que desde 2009 já foram mortos mais de 125 mil cristãos, 19 mil igrejas foram destruídas e ao menos 600 líderes religiosos foram sequestrados. Esses dados colocam a Nigéria entre os países mais perigosos do mundo para quem professa a fé cristã.
Apesar das evidências, o governo nigeriano nega que haja motivação religiosa nos ataques, atribuindo a violência a disputas entre fazendeiros e pastores. Para especialistas e organizações internacionais, no entanto, o padrão das ações já configura perseguição religiosa e até genocídio. A pressão da comunidade internacional cresce diante da falta de medidas eficazes do Estado para conter a escalada da violência.
De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2025, elaborada pela Missão Portas Abertas, a Nigéria ocupa a 7ª posição entre os países mais hostis aos cristãos. Entre outubro de 2023 e setembro de 2024, foram registradas 3.100 mortes, 2.830 sequestros e milhares de casos de agressões físicas e psicológicas. Para analistas, o cenário exige resposta urgente da comunidade global, pois a cada dia milhares de famílias continuam vivendo sob medo e insegurança.
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