
A China voltou a aplicar penas duríssimas contra autoridades envolvidas em corrupção. Nos últimos dias, dois ex-ministros de Estado foram condenados à morte, com execução suspensa por dois anos. Após esse período, as sentenças devem ser convertidas em prisão perpétua, sem direito a condicional, como prevê a legislação chinesa em casos semelhantes.
Um dos condenados é Fu Zhenghua, de 67 anos, ex-ministro da Justiça. Ele admitiu ter recebido mais de 117 milhões de yuans em subornos (cerca de 16,5 milhões de dólares). Fu já havia ocupado o cargo de vice-chefe do Ministério da Segurança Pública e comandou investigações de grande repercussão, incluindo contra altos membros do Partido Comunista. Segundo a mídia estatal, ele fazia parte de uma “gangue política” considerada desleal ao presidente Xi Jinping.
O outro caso envolve Tang Renjian, ex-ministro da Agricultura e Assuntos Rurais, acusado de receber propinas que ultrapassam 268 milhões de yuans. Tang foi expulso do Partido Comunista no fim de 2024, após as investigações conduzidas pelo órgão anticorrupção. Ele ocupou cargos de destaque por quase duas décadas, incluindo o governo da província de Gansu.
As condenações fazem parte da ampla campanha anticorrupção promovida por Xi Jinping desde 2020. O presidente chinês exige lealdade total de autoridades ligadas à Justiça, à segurança e ao Exército. A ofensiva já atingiu também ex-ministros da Defesa e policiais de alto escalão. Para o regime, a punição exemplar é necessária para “eliminar venenos internos” e reforçar a disciplina no partido.
Imagina se a esquerda brasileira aprovasse esse tipo de punição? Pois é...
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