
Depois de nove meses de conversas, o Grupo Abra — controlador da Gol e da Avianca — anunciou o fim das negociações para uma possível fusão com a Azul Linhas Aéreas. O comunicado foi feito em Fato Relevante enviado ao mercado e aos acionistas, confirmando que as tratativas não avançaram desde a assinatura do Memorando de Entendimentos em janeiro de 2025.
Segundo o grupo, a Azul concentrou seus esforços no processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) e afirmou que o cenário de mercado mudou desde o início das conversas. Diante disso, a Abra decidiu encerrar oficialmente as discussões, embora tenha reiterado acreditar no potencial de uma fusão entre Azul e Gol no futuro.
Com a decisão, também foi encerrado o acordo de codeshare firmado em 2024. O contrato permitia que as companhias compartilhassem voos, ampliando a oferta de destinos e facilitando conexões para os passageiros. Tanto a Azul quanto a Gol garantiram que todos os bilhetes emitidos nesse período serão honrados normalmente.
O Ministério de Portos e Aeroportos também se manifestou, destacando que o Brasil seguirá com três grandes companhias aéreas — Gol, Azul e Latam —, o que garante diversidade de opções ao consumidor. A Gol, por sua vez, reforçou que continuará operando suas 147 rotas domésticas e 42 internacionais de forma independente.
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