
Os últimos números do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) mostram uma queda significativa nos índices de pobreza e indigência nos 31 principais aglomerados urbanos da Argentina. No primeiro semestre de 2025, 31,6% da população urbana vivia na pobreza, enquanto 6,9% estavam em situação de indigência.
A redução é expressiva em comparação com o segundo semestre de 2024, quando os índices eram de 38,1% para a pobreza e 8,2% para a indigência. Especialistas destacam que se trata da menor taxa de pobreza desde o primeiro semestre de 2018 e da menor taxa de indigência desde o segundo semestre daquele ano.
O Indec define a linha da indigência como a renda mínima necessária para que uma família compre uma cesta básica de alimentos capaz de atender às necessidades energéticas e proteicas. Já a linha de pobreza inclui, além da cesta básica, a possibilidade de acesso a bens e serviços essenciais, como vestuário, transporte, educação e saúde.
O levantamento é um indicativo de melhora nas condições econômicas para parte da população urbana, mas os números ainda mostram que quase um terço dos argentinos enfrenta dificuldades financeiras significativas. Analistas alertam que políticas públicas consistentes serão fundamentais para manter essa tendência de redução da pobreza.
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