
A Latam Airlines anunciou a compra de 24 aeronaves Embraer E195-E2, com opção de adquirir outras 50 no futuro. O contrato, avaliado em US$ 2,1 bilhões, marca uma das maiores negociações recentes da fabricante brasileira e fortalece sua presença no mercado de aviação regional. As primeiras entregas estão previstas para o segundo semestre de 2026.
A decisão surpreendeu parte do setor aéreo, que esperava que a companhia optasse pelo Airbus A220, já que sua frota principal é composta por aviões da Airbus. No entanto, especialistas apontam que o A220 exige treinamento específico para pilotos, o que quebra a “comunalidade” com os modelos A320. Esse detalhe aumentaria os custos operacionais, reduzindo as vantagens de seguir com a mesma fabricante.
Outro fator determinante foi a proximidade da Embraer com a Latam. Ter produção, suporte técnico e peças dentro do Brasil pesou na decisão, além do alinhamento político e econômico: o governo Lula comemorou o acordo, destacando que ele deve gerar mais de 2 mil empregos diretos no país e ampliar a conectividade aérea na América do Sul.
Com os novos aviões, a Latam pretende abrir até 35 novas rotas regionais, apostando na eficiência do E195-E2 para operar mercados menores de forma rentável. O modelo, que já integra a frota da Azul, é visto como estratégico para aumentar a capilaridade da empresa sem os custos de aviões maiores. Na prática, a Embraer conseguiu colocar no ar um pacote mais vantajoso, que garantiu o espaço do jato brasileiro nos céus da região.
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