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Tragédia no Pantanal: arquiteto chinês e cineastas morrem em queda de avião

Quatro vítimas, incluindo Kongjian Yu, referência mundial em cidades-esponja, e cineastas brasileiros, perdem a vida em acidente aéreo em Aquidauana (MS)

24/09/2025 às 12h53
Por: Douglas Ferreira
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O arquiteto chinês e os outros três mortos no acidente aéreo no MS - Foto: Reprodução
O arquiteto chinês e os outros três mortos no acidente aéreo no MS - Foto: Reprodução

Na noite de terça-feira (23/9), um avião Cessna caiu na região da Fazenda Barra Mansa, próximo à cidade de Aquidauana (MS). A aeronave explodiu, e não houve sobreviventes. Entre os mortos estão quatro profissionais de destaque:

  • Marcelo Pereira de Barros, piloto e proprietário da aeronave;

  • Kongjian Yu, arquiteto paisagista chinês, conhecido mundialmente pelo conceito de “cidades-esponja”;

  • Luiz Fernando Ferraz, cineasta e documentarista brasileiro;

  • Rubens Crispim Jr., documentarista e artista plástico paulista.

Kongjian Yu revolucionou a arquitetura urbana sustentável, projetando áreas que absorvem e gerenciam água da chuva por soluções baseadas na natureza. Autor de mais de 20 livros e 300 artigos científicos, Yu foi premiado internacionalmente, incluindo o IFLA Sir Geoffrey Jellicoe Award e o Cooper Hewitt National Design Award. Sua morte representa uma perda incalculável para a arquitetura moderna e para projetos urbanos sustentáveis em todo o mundo.

Luiz Fernando Ferraz e Rubens Crispim Jr. trabalhavam com Yu na produção de documentários sobre cidades-esponja, buscando registrar e difundir seus conceitos inovadores. Ferraz dirigiu séries indicadas ao Emmy Internacional, como Dossiê Chapecó, e produções que circularam globalmente. Crispim Jr. atuava no audiovisual há mais de uma década, participando de festivais como Cannes e vencendo concursos de cinema.

As causas da queda ainda são desconhecidas. O Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) conduz a investigação inicial. A região do acidente é de difícil acesso, e equipes de resgate trabalharam para chegar ao local da tragédia.

O acidente não só leva quatro vidas, mas interrompe projetos e legados que impactavam arquitetura, urbanismo e cinema. Kongjian Yu deixa um vazio na luta por cidades mais resilientes e sustentáveis, e os documentaristas perdem a chance de eternizar seu trabalho para o mundo.

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