
A Rússia intensificou suas ações militares na Europa, lançando um grande ataque com drones e mísseis contra a Ucrânia e violando o espaço aéreo de países vizinhos. Durante a madrugada de sábado (20), cerca de 580 drones e 40 mísseis atingiram diferentes regiões ucranianas, causando a morte de três pessoas e ferindo dezenas, segundo o presidente Volodymyr Zelensky. A defesa aérea ucraniana conseguiu derrubar a maior parte das aeronaves inimigas.
Na fronteira com a Polônia, aeronaves polonesas e de aliados da OTAN foram imediatamente mobilizadas para proteger o espaço aéreo, enquanto sistemas de radar e defesa terrestre entraram em alerta máximo. O comando militar polonês afirmou que a operação era preventiva, garantindo a segurança de áreas próximas aos ataques russos, encerrando as ações pouco depois das 2h, horário de Brasília.
Em outro episódio, três caças russos invadiram o espaço aéreo da Estônia na sexta-feira (18), sendo interceptados rapidamente por caças italianos, suecos e finlandeses. A OTAN qualificou a ação como “audácia sem precedentes”, e a Estônia acionou o Artigo 4 da aliança para discutir medidas de segurança. A Rússia, por sua vez, negou qualquer violação, alegando que os voos ocorreram em águas neutras do Mar Báltico.
Especialistas alertam que essas ações refletem uma estratégia russa de testar a determinação da OTAN e do Ocidente. Líderes europeus reforçam que o apoio à defesa dos países vizinhos será intensificado, enquanto sanções econômicas adicionais ao Kremlin estão sendo discutidas. Para a Ucrânia, o ataque evidencia que a guerra continua a ameaçar civis e infraestrutura, mantendo a região em alerta máximo.
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