
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (17) que está designando o movimento Antifa, grupo antifascista de esquerda, como uma organização terrorista. A declaração foi feita em sua rede Truth Social, onde classificou a Antifa como um “desastre perigoso e radical da esquerda”.
A medida foi divulgada dias após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, ocorrido em Utah. Apesar disso, as autoridades informaram que não há evidências que liguem o suspeito, Tyler Robinson, de 22 anos, ao movimento Antifa ou a qualquer outro grupo organizado. A motivação do crime segue em investigação.
Especialistas destacam que a Antifa não tem estrutura formal, nem liderança clara, sendo considerada mais um movimento ideológico do que uma organização. Juristas também lembram que classificar um grupo político ou ideológico como terrorista não possui base legal sólida nos EUA e pode levantar questionamentos sobre liberdade de expressão.
Trump já havia sugerido a mesma medida em 2020, durante protestos contra a violência policial após a morte de George Floyd. Na época, analistas consideraram a iniciativa de difícil aplicação e com riscos de ser usada como ferramenta contra opositores políticos. Até o momento, a Casa Branca não deu detalhes sobre como pretende implementar a decisão.
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