
A Vale confirmou a saída de Catia Porto, vice-presidente de Recursos Humanos, após dez meses no cargo. A executiva ganhou destaque no início do ano ao afirmar nas redes sociais que a chamada cultura “woke” estaria perdendo espaço no mundo corporativo, dando lugar ao que chamou de movimento “MEI” — baseado em mérito, excelência e inteligência.
As declarações repercutiram negativamente, já que foram interpretadas como uma crítica às políticas de diversidade, equidade e inclusão. À época, a própria Vale divulgou nota reafirmando seu compromisso com a pluralidade, destacando que a diversidade é fundamental para inovação, engajamento e bons resultados.
Nos Estados Unidos, a agenda “woke” também enfrenta resistência. Empresas e universidades reduziram programas de apoio à diversidade, com casos como o do Google e da Universidade da Virgínia, que restringiram iniciativas nesse sentido. Já no Brasil, companhias como a própria Vale seguem defendendo essas práticas como estratégicas para os negócios.
A saída de Catia Porto não foi registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), já que o cargo não era estatutário. A mineradora apenas retirou o nome da executiva da lista de líderes do site institucional e confirmou oficialmente a demissão.
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