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Comportamento JUVENTUDE/POLÍTICA

Novas gerações, velhos governos: um conflito em aberto

Jovens mostram menor tolerância com corrupção e incompetência política e rejeitam governos que aprofundam crises em vez de solucioná-las

15/09/2025 às 08h18
Por: Carolina Vedovato Fonte: Carolina Vedovato
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Será que as novas gerações não estão mais dispostas a aceitar governos corruptos e incompetentes? O que aconteceu recentemente no Nepal é um exemplo concreto: jovens foram às ruas, denunciaram a corrupção e a má gestão e conseguiram derrubar um governo que mantinha a população na pobreza e na instabilidade. Foi a geração Z que liderou esse processo, mostrando capacidade de organização e pressão política.

Um fenômeno de insatisfação vem tomando conta em outras regiões. Nos Estados Unidos, cresce entre os jovens uma postura crítica ao establishment político tradicional e uma aproximação com alternativas mais conservadoras, que prometem maior rigidez contra a corrupção e mais eficiência na gestão. No Brasil, parte da juventude tem demonstrado insatisfação com os escândalos de corrupção ligados ao governo.

A realidade é que há um esgotamento com governos que se apresentam como agentes de mudança, mas mantêm as mesmas práticas de privilégio e ineficiência. A juventude, mais conectada e menos paciente, prefere apostar em caminhos diferentes a permanecer em um ciclo que não oferece resultados concretos.

Outro ponto central é a relação entre povo e governo. Não cabe ao cidadão temer o governo, mas ao governo temer a insatisfação popular. Governos são eleitos para melhorar a vida da população, não para aprofundar crises, impor novos impostos e reduzir o poder de compra. A sociedade mostra que não está mais disposta a aceitar administrações que restringem direitos e pioram a qualidade de vida.

O dilema é objetivo: até que ponto essa nova geração conseguirá transformar a política mundial? Estará começando um novo ciclo de maior pressão popular e maior exigência de resultados ou apenas uma troca de discursos políticos sem mudanças reais?

O que está claro é que a juventude deixou de ser espectadora. No Nepal, mostrou que é capaz de derrubar governos e enfrentar estruturas políticas que pareciam inabaláveis. No Ocidente, sinaliza que pode alterar os rumos das democracias, seja pela pressão nas urnas, seja pela mobilização nas ruas e nas redes sociais.

 

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