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11 de Setembro: O dia que mudou o mundo

Ataques às Torres Gêmeas e ao Pentágono redefiniram a segurança, a política externa e a percepção global sobre o terrorismo

11/09/2025 às 08h56 Atualizada em 11/09/2025 às 16h45
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira, 11 de setembro de 2025, completam-se 24 anos do maior ataque já sofrido pelos Estados Unidos, um episódio que não apenas marcou a história americana, mas também redefiniu a geopolítica global e o conceito de segurança no século 21.

Na manhã de 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos foram alvo de um ataque que transformaria a história contemporânea. Às 8h46, o voo 11 da American Airlines colidiu contra a torre norte do World Trade Center, em Nova York. Pouco depois, às 9h03, o voo 175 da United Airlines atingiu a torre sul, deixando claro ao mundo que não se tratava de um acidente, mas de uma ação terrorista coordenada.

O impacto foi devastador. Às 9h59, a torre sul desabou, seguida pela torre norte às 10h28. Imagens de pessoas saltando de andares inalcançáveis correram o planeta, simbolizando o desespero e a impotência diante da tragédia. Ao todo, quase três mil pessoas perderam a vida, incluindo centenas de bombeiros e policiais que tentavam salvar vítimas no local.

Enquanto isso, em Washington, o voo 77 da American Airlines foi lançado contra o Pentágono, matando 184 pessoas. Já o voo 93 da United Airlines caiu em um campo na Pensilvânia após passageiros reagirem contra os sequestradores, evitando um ataque ainda maior. Os atentados, comandados pela Al-Qaeda, revelaram a vulnerabilidade dos EUA e expuseram o mundo a uma nova dimensão do terrorismo.

Osama bin Laden assumiu a autoria dos ataques - Foto: Reprodução

O 11 de Setembro redefiniu a geopolítica global. Os Estados Unidos responderam com a chamada “guerra ao terror”, que levou à invasão do Afeganistão em 2001 e do Iraque em 2003. Além das mudanças militares e diplomáticas, o episódio também alterou a vida cotidiana: aeroportos reforçaram protocolos, leis de vigilância foram ampliadas e a segurança passou a ocupar papel central nas agendas políticas de diversos países.

Cronologia dos eventos

11 de setembro de 2001 (horário do leste dos Estados Unidos)
    •    8h46 — O voo 11 da American Airlines (Boston–Los Angeles) atinge a torre norte do World Trade Center em Nova York.
    •    9h03 — O voo 175 da United Airlines (Boston–Los Angeles) atinge a torre sul do World Trade Center em Nova York.
    •    9h37 — O voo 77 da American Airlines (Virgínia–Los Angeles) atinge o Pentágono em Washington.
    •    9h59 — A torre sul do WTC desaba em cerca de 10 segundos.
    •    10h03 — O voo 93 da United Airlines (Nova Jersey–São Francisco) cai em um campo perto de Shanksville, Pensilvânia.
    •    10h28 — A torre norte do WTC desaba. O intervalo entre o primeiro ataque e o colapso total das torres foi de 102 minutos.

13 de dezembro de 2001
O governo dos EUA divulga vídeo no qual Osama bin Laden assume a autoria dos ataques.

18 de dezembro de 2001
O Congresso aprova a criação do “Dia do Patriota” para marcar anualmente a data dos atentados.

Dezembro de 2001 a 15 de junho de 2004
O Fundo de Compensação de Vítimas processa pedidos de indenização. O prazo para famílias de mortos encerrou-se em 22 de dezembro de 2003. O fundo seria reaberto em 2011.

24 de maio de 2007
O legista-chefe de Nova York conclui que a morte de Felicia Dunn-Jones, em 2002, por exposição à poeira, foi homicídio ligado diretamente ao ataque.

19 de julho de 2007
Restos mortais de mais três vítimas são identificados. Outras 1.133 pessoas permanecem não identificadas.

Janeiro de 2009
É determinado que Leon Heyward, morto em 2008, também foi vítima do 11 de Setembro, após complicações respiratórias causadas pela poeira tóxica.

2 de janeiro de 2011
O presidente Barack Obama sanciona a Lei James Zadroga, que amplia o Fundo de Compensação de Vítimas.

17 de junho de 2011
O médico legista conclui que Jerry Borg, morto em 2010, também faleceu devido à exposição à poeira.

10 de maio de 2014
Restos mortais não identificados são transferidos para o local do World Trade Center, sob custódia do Instituto Médico Legal de Nova York.

7 de agosto de 2017
Novos avanços em testes de DNA permitem identificar restos mortais de mais uma vítima.

2019
Três vítimas adicionais têm restos mortais identificados com o uso de tecnologia genética.

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