
O ataque a tiros que matou seis pessoas e deixou mais de vinte feridas em Jerusalém, nesta segunda-feira (8), não foi apenas mais um episódio de violência. Foi um golpe calculado, frio e covarde contra civis inocentes que aguardavam um ônibus no cruzamento de Ramot. Dois palestinos armados até os dentes abriram fogo indiscriminadamente, deixando corpos no chão e o país em estado de choque. Neutralizados por um soldado israelense e por um civil armado, os terroristas tiveram a resposta imediata, mas já haviam cumprido seu objetivo: espalhar sangue e medo.
Israel, contudo, não se deixa intimidar. A tragédia expõe uma realidade dura: a ameaça terrorista segue latente, alimentada por grupos que preferem a violência ao diálogo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que suspendeu compromissos oficiais para visitar o local do massacre, foi direto: a batalha contra o terrorismo não será interrompida. Com o reforço da polícia e das Forças de Defesa de Israel (IDF), operações foram intensificadas na Cisjordânia, sobretudo em Ramallah, onde suspeitos de colaborar com os agressores estão sendo caçados.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu visitou o local do ataque junto com o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir - Foto: Reuters/BBC News Brasil
O Hamas, como de praxe, não assumiu formalmente a autoria, mas aplaudiu os atiradores como “combatentes da resistência”. A Jihad Islâmica também celebrou a ação. Eis o modus operandi desses grupos: comemorar a morte de inocentes, transformar assassinos em mártires e despejar sua narrativa venenosa no mundo árabe. São especialistas em semear ódio e covardia, incapazes de assumir a responsabilidade pelos próprios crimes. O silêncio formal é estratégico: foge ao confronto direto, mas mantém acesa a chama do terror.
A hipocrisia desses grupos contrasta com a firmeza de Israel. Para o governo israelense, cada vida perdida reforça a necessidade de uma cruzada sem tréguas contra quem despreza o valor humano. O ataque em Ramot não foi apenas um massacre local; foi mais um capítulo de uma guerra que se prolonga há décadas e que coloca frente a frente duas visões de mundo: a de um Estado que busca sobreviver e prosperar, e a de facções que vivem do caos e da morte.
O detalhe que amplia a tragédia foi a morte de um cidadão espanhol, lembrando ao mundo que o terrorismo não é uma questão “entre israelenses e palestinos”. É um problema global, um câncer que ultrapassa fronteiras. A presença dessa vítima estrangeira expôs ainda mais a brutalidade do ato, mobilizando condenações da União Europeia, da França, da Espanha e até de países árabes que não podem mais ignorar a insanidade de tais crimes. Israel, isolado em muitos fóruns internacionais, agora encontra respaldo para sua ofensiva.
Autoridades europeias se manifestaram diante do ataque a tiros em Jerusalém. Líderes do continente usaram suas redes sociais para expressar solidariedade às vítimas e ao povo israelense.

O presidente francês, Emmanuel Macron, publicou no X que seu país “repudia com firmeza” o ataque ocorrido no cruzamento de Ramot, oferecendo condolências às famílias das vítimas. Macron destacou que a escalada de violência precisa ser contida e reforçou que apenas uma solução política poderá restaurar a paz e a estabilidade na região.
No fim, a mensagem é clara: Ramot não será esquecido. Israel sabe que não pode se dar ao luxo de baixar a guarda. O sangue derramado clama por justiça, e a resposta virá com a força de um Estado que se recusa a curvar-se ao terror. A cruzada contra o Hamas e seus comparsas não é apenas militar, mas também moral: é a defesa da vida contra a glorificação da morte, da civilização contra a barbárie. O ataque em Jerusalém, um dos mais mortais em quase dois anos, apenas reforçou a convicção de que Israel continuará lutando, mesmo sozinho, contra quem insiste em transformar o ódio em destino.
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