
O caso do envenenamento em massa em Parnaíba ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (3). A defesa de Francisco de Assis Pereira da Costa, acusado de participar do assassinato de sete parentes e de uma vizinha por envenenamento, confirmou que não vai recorrer do laudo pericial de sanidade mental. O documento concluiu que o réu não possui transtornos mentais que o tornem inimputável, afastando a tese de que ele teria agido em estado de insanidade, ainda que momentânea.
De acordo com o advogado Herbert Assunção, a defesa solicitou o exame em razão de supostos comportamentos atípicos do acusado. Contudo, como a perícia foi conclusiva, a estratégia será enfrentar as provas da acusação nas próximas etapas do processo.
A audiência de instrução e julgamento está marcada para esta sexta-feira (5). Nesta fase, serão ouvidas testemunhas de acusação e defesa, com a oportunidade de contestar elementos colhidos durante a investigação policial.
Segundo Assunção, “esse é o momento ideal para rebater as provas apresentadas pela acusação, já que muitas delas foram produzidas de forma unilateral”. Após a instrução, caberá às partes apresentar suas alegações finais antes de o juiz proferir sentença.
O caso envolve a morte de oito pessoas, sete delas da mesma família, entre crianças e adultos. Outras duas vítimas sobreviveram, o que resultou também em denúncias por tentativa de homicídio.
A coacusada no processo é Maria dos Aflitos da Silva, mãe e avó de parte das vítimas. Ela responde por homicídio qualificado e está presa em Teresina. A investigação aponta que os crimes foram cometidos de forma deliberada e planejada, usando veneno colocado em alimentos servidos à família.
O episódio teve início em agosto de 2024, com as primeiras mortes, e se estendeu até janeiro de 2025, quando um novo ataque vitimou mais membros da família. Entre os mortos estão crianças de 1, 3, 4, 7 e 8 anos, além de jovens e adultos próximos à acusada.
A acusação sustenta que Francisco de Assis e Maria dos Aflitos formaram uma parceria criminosa para eliminar familiares, possivelmente motivados por conflitos internos e relacionamentos mal resolvidos. A crueldade e a sucessão de crimes chocaram o Maranhão e o Piauí, levantando debates sobre violência familiar e envenenamento como método criminoso.
Agora, com o laudo psiquiátrico afastando a possibilidade de insanidade, Francisco de Assis segue para julgamento como plenamente responsável por seus atos. A expectativa é que, após a audiência desta sexta-feira, o caso avance rapidamente para a definição de sua culpa ou inocência.
MEDIDAS CAUTELARES Justiça revoga prisão de empresário acusado de tentativa de homicídio em Teresina; entenda os fundamentos da decisão
TETO CONSTITUCIONAL STF voltou atrás nos penduricalhos? Entenda o que realmente está sendo julgado
PRISÃO PREVENTIVA Saiba quem é o homem preso por vender vídeos de sexo e que teve a prisão mantida pela Justiça Mín. 23° Máx. 32°