
Um grave acidente atingiu nesta quarta-feira (3) um dos símbolos turísticos mais conhecidos de Lisboa, o Elevador da Glória. O funicular, inaugurado em 1885, descarrilou por volta das 18h08 (14h08 em Brasília), deixando ao menos 15 mortos e 18 feridos. De acordo com autoridades locais, o descarrilamento ocorreu após o rompimento de um cabo de segurança, fazendo o veículo se chocar violentamente contra um prédio.
As equipes de resgate mobilizaram 62 socorristas e 22 veículos, incluindo ambulâncias e caminhões de bombeiros, para retirar as vítimas presas nas ferragens. Cinco feridos permanecem em estado grave. A maioria foi encaminhada ao Hospital São José, em Lisboa. Segundo o Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEM), entre os atingidos estão pessoas com sobrenomes estrangeiros, indicando a presença de turistas entre as vítimas.
O presidente da Câmara Municipal, Carlos Moedas, esteve no local e declarou que “Lisboa está de luto”. O primeiro-ministro Luís Montenegro decretou luto nacional nesta quinta-feira (4), cancelou sua agenda oficial e afirmou que as causas serão investigadas pelas autoridades competentes. O presidente Marcelo Rebelo de Sousa também lamentou a tragédia e manifestou solidariedade às famílias.
A empresa pública Carris, responsável pelo transporte, informou que todas as manutenções do elevador estavam em dia. Este é o segundo acidente com o funicular nos últimos anos. Em 2018, outro descarrilamento ocorreu, sem deixar vítimas. O Elevador da Glória, que liga a Praça dos Restauradores ao Bairro Alto, é considerado Monumento Nacional desde 2002 e transporta cerca de 3 milhões de passageiros por ano.



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