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Certificado de Passageiro do Equador: o charme da aviação brasileira

Nos anos 50, a Aerovias Brasil oferecia diplomas a quem cruzasse a linha do Equador

30/08/2025 às 11h01 Atualizada em 31/08/2025 às 11h17
Por: Wagner Albuquerque
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Convair 440 da REAL-AEROVIAS - Foto: Reprodução
Convair 440 da REAL-AEROVIAS - Foto: Reprodução

Nos anos 1950, viajar de avião era um privilégio para poucos. Para tornar a experiência ainda mais especial, a Aerovias Brasil oferecia um certificado aos passageiros que cruzassem a linha do Equador. O diploma registrava o nome do passageiro, a hora, a data e a posição do voo, sendo assinado pelo comandante do avião.

Fundada em 1942, a Aerovias Brasil começou com voos domésticos e, em 1946, foi a primeira companhia brasileira a operar voos para os Estados Unidos. A viagem era longa e cheia de escalas: saindo do Santos Dumont, no Rio de Janeiro, o avião passava por cidades como Anápolis, Belém, Paramaribo, Port of Spain, Caracas e Ciudad Trujillo, levando cerca de 48 horas para chegar ao destino.

Em 1954, a empresa foi comprada pela Real Transportes Aéreos, formando o consórcio Real-Aerovias. Mais tarde, em 1961, esse grupo foi adquirido pela Varig, marcando o fim de uma era e o início de uma nova fase na aviação brasileira.

Imagem: reprodução Biblioteca Nacional

 

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