
A juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri de Teresina, manteve a pronúncia de Eliésio Marinho, empresário acusado de assassinar a esposa Kamila Carvalho, de 22 anos, e forjar a cena como suicídio. Na prática, isso significa que o caso reúne indícios suficientes de autoria e materialidade e seguirá para julgamento pelo Tribunal Popular do Júri, onde a sociedade decidirá o destino do réu.
Eliésio vai responder por feminicídio qualificado, fraude processual e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. O feminicídio, previsto no artigo 121, §2º, VI do Código Penal, é um crime hediondo e pode resultar em pena de 12 a 30 anos de prisão, podendo ser agravada pela fraude para encobrir o crime e pela posse de armamento ilegal. Com todas as qualificadoras, o empresário pode enfrentar mais de 30 anos de reclusão.
O julgamento deve ocorrer ainda este ano, cabendo ao Conselho de Sentença decidir se Eliésio é culpado ou não. O caso de Kamila chocou Teresina pela frieza do crime: a jovem foi encontrada morta em casa, em circunstâncias manipuladas para parecer suicídio.
As investigações descartaram essa versão, revelando inconsistências na cena do crime e indícios claros de feminicídio. Além disso, o empresário também responde a outra frente criminal: foi preso na Operação Denarc 59, acusado de lavagem de dinheiro em benefício de facção criminosa.
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