
A defesa de Raimundo Nonato da Conceição Morais, 42 anos, preso após o acidente que matou três pessoas da mesma família em Teresina, entrou na Justiça pedindo a revogação da prisão preventiva. O motorista, que segundo a investigação bebeu quase um litro de uísque e meio litro de cachaça antes de dirigir, atravessou o sinal vermelho, causou a tragédia e ainda fugiu a pé sem prestar socorro, sendo encontrado dias depois em Caxias (MA), com o cabelo pintado para despistar a polícia.
Os advogados afirmam que a prisão é ilegal, alegando que o crime foi culposo e não doloso. A sustentação jurídica se ampara no artigo 313 do Código de Processo Penal e reforça que Raimundo é réu primário, tem residência fixa, trabalho formal, quatro filhos pequenos e problemas de saúde. Em outras palavras, pedem que um homem acusado de matar três pessoas — e que tentou escapar da Justiça — seja tratado como alguém de “bom comportamento social”.
A tentativa de transformar um ato brutal em acidente comum causa revolta entre familiares e amplia a sensação de impunidade no país. Se o pedido for aceito, o caso de Raimundo Nonato pode se juntar à longa lista de tragédias brasileiras onde vidas são ceifadas no trânsito e os culpados encontram brechas para escapar da cadeia. A Justiça terá de responder: protegerá as vítimas ou abrirá caminho para mais uma injustiça?
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