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Internacional AVANÇO DA DIREITA

Direita avança e esquerda sofre derrota histórica na Bolívia

Após Argentina, agora foi a vez da Bolívia enterrar o MAS; segundo turno será decidido entre dois candidatos de direita

18/08/2025 às 12h59
Por: Douglas Ferreira
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Candidatos Samuel Doria Medina, Jorge Quiroga e Andrónico Rodríguez - Foto: Reprodução/Aizar Raldes/AFP
Candidatos Samuel Doria Medina, Jorge Quiroga e Andrónico Rodríguez - Foto: Reprodução/Aizar Raldes/AFP

A onda conservadora avança pela América Latina e agora a esquerda boliviana sofreu sua pior derrota em uma geração. Nas eleições realizadas no domingo (17), o Movimento ao Socialismo (MAS), partido do presidente Luis Arce e do ex-presidente Evo Morales, obteve um resultado pífio: seu candidato Eduardo del Castillo conquistou apenas 3,16% dos votos, ficando muito distante do segundo turno.

A disputa presidencial será definida entre dois nomes de direita: Rodrigo Paz, senador do Partido Democrata Cristão, que liderou com 32,18%, e o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, da coalizão Alianza, que garantiu 26,94%.

Fracasso da esquerda

O resultado expõe não apenas o desgaste do MAS, mas também o fim da hegemonia de Morales e seus aliados. Mesmo com um suposto atentado no dia anterior à votação, que vitimizou o candidato esquerdista, a reação popular foi de repúdio: ele chegou a ser hostilizado e apedrejado por eleitores ao deixar a seção eleitoral.

O desempenho foi tão baixo que analistas consideram este pleito como o sepultamento político do MAS.

Contexto regional

A derrota na Bolívia reflete o que ocorreu na Argentina, onde Javier Milei derrotou o kirchnerismo de Alberto Fernández. Outros governos de esquerda, como os da Venezuela, Nicarágua e Cuba, permanecem sob forte pressão, com economias em colapso, inflação alta e rejeição crescente da população.

No Brasil, embora Lula ainda esteja no poder, pesquisas recentes indicam desgaste significativo e polarização crescente, com setores produtivos e eleitores cansados das políticas econômicas e escândalos de corrupção. No Chile, após governos de centro-esquerda consecutivos, setores da direita também têm ganhado força em eleições municipais e parlamentares.

A combinação de crises econômicas, aumento da criminalidade e perda de apoio popular parece configurar um ciclo de queda da esquerda em toda a América Latina.

Próximos alvos prováveis

  • Venezuela: Maduro mantém controle firme, mas enfrenta inflação galopante, miséria e êxodo em massa.

  • Cuba: o regime de Díaz-Canel depende de ajuda externa e lida com fome e repressão crescente.

  • Nicaragua: Ortega governa com mão de ferro, mas isolado internacionalmente e sob pressão econômica.

  • Brasil: polarização e insatisfação popular podem fazer do governo Lula o próximo alvo de grande rejeição.

A eleição boliviana serve como alerta para toda a região: governos de esquerda que ignoram crises econômicas, corrupção e insatisfação social podem enfrentar derrotas históricas, abrindo caminho para a direita em toda a América Latina.

A questão agora é: qual será o próximo bastião da esquerda latino-americana a cair?

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