
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (13) a revogação de vistos de duas autoridades brasileiras — Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman — que estiveram à frente da implementação do programa Mais Médicos durante o governo de Dilma Rousseff. Também foram afetados ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), ligados ao programa.
O Departamento de Estado dos EUA justificou a ação sob a alegação de cooperação com o regime cubano em um programa que seria parte de um "esquema de exportação de trabalho forçado". Segundo o governo americano, a execução do Mais Médicos teria utilizado a OPAS como intermediária, ignorando exigências legais brasileiras e burlando sanções dos EUA contra Cuba, repassando pagamentos ao regime em vez de diretamente aos profissionais de saúde.
A justificativa oficial menciona o discurso do secretário de Estado Marco Rubio, que classifica a participação no Mais Médicos como apoio a um esquema exploratório do regime cubano. A ação faz parte de uma política mais ampla de recusa ou cancelamento de vistos para quem, segundo os EUA, se envolve com exportação de trabalho forçado.
Vítimas imediatas: os ex-funcionários do Ministério da Saúde e da OPAS e seus familiares perderam o acesso aos EUA, o que restringe viagens e intercâmbios.
Impacto político: reforça o desgaste nas relações diplomáticas, especialmente enquanto o Brasil enfrenta outras tensões com Washington (como as tarifas de 50% sobre exportações brasileiras).
Efeito dissuasório: amplia a sensação de vigilância internacional sobre programas que envolvem Cuba, podendo gerar resistência ao uso da OPAS como intermediária em futuras cooperações em saúde.
Esse movimento se soma a outra sanção recente: a revogação dos vistos do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e até de seus familiares, em resposta à sua atuação jurídica contra o ex-presidente Jair Bolsonaro — apegando-se à narrativa de "perseguição política". As ações configuram uma escalada de interferência diplomática que desafia a soberania brasileira.
| Tópico | Detalhes |
|---|---|
| Motivo | Acusação de facilitação à Cuba no esquema de forced labor via programa Mais Médicos |
| Alvos | Dois ex-funcionários do Ministério da Saúde; servidores da OPAS |
| Critério usado | Participação no programa com suspeita de cooperação com trabalho forçado |
| Efeitos práticos | Restrição de vistos, tensão diplomática, possível impacto em parcerias futuras |
| Contexto maior | Paralelo com sanções contra Alexandre de Moraes — intensificação do atrito Brasil-EUA |

TODOS À ESPREITA? Hegemônica ou dividida?
DOIS PESOS... Gonet se antecipa à defesa de Lulinha e pede primeira instância, proteção que não deu aos acusados do 8 de Janeiro Mín. 24° Máx. 38°