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EUA revogam vistos de brasileiros ligados ao Mais Médicos

Sanções marcam embate diplomático e levantam dúvidas sobre legalidade e eficácia

13/08/2025 às 18h51 Atualizada em 13/08/2025 às 22h28
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações DP
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Secretário de Estado Marco Rubio - Foto: Reprodução
Secretário de Estado Marco Rubio - Foto: Reprodução

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (13) a revogação de vistos de duas autoridades brasileiras — Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman — que estiveram à frente da implementação do programa Mais Médicos durante o governo de Dilma Rousseff. Também foram afetados ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), ligados ao programa.

Por que a medida foi tomada?

O Departamento de Estado dos EUA justificou a ação sob a alegação de cooperação com o regime cubano em um programa que seria parte de um "esquema de exportação de trabalho forçado". Segundo o governo americano, a execução do Mais Médicos teria utilizado a OPAS como intermediária, ignorando exigências legais brasileiras e burlando sanções dos EUA contra Cuba, repassando pagamentos ao regime em vez de diretamente aos profissionais de saúde.

Critérios das sanções

A justificativa oficial menciona o discurso do secretário de Estado Marco Rubio, que classifica a participação no Mais Médicos como apoio a um esquema exploratório do regime cubano. A ação faz parte de uma política mais ampla de recusa ou cancelamento de vistos para quem, segundo os EUA, se envolve com exportação de trabalho forçado.

Impacto prático

  • Vítimas imediatas: os ex-funcionários do Ministério da Saúde e da OPAS e seus familiares perderam o acesso aos EUA, o que restringe viagens e intercâmbios.

  • Impacto político: reforça o desgaste nas relações diplomáticas, especialmente enquanto o Brasil enfrenta outras tensões com Washington (como as tarifas de 50% sobre exportações brasileiras).

  • Efeito dissuasório: amplia a sensação de vigilância internacional sobre programas que envolvem Cuba, podendo gerar resistência ao uso da OPAS como intermediária em futuras cooperações em saúde.

Contexto mais amplo

Esse movimento se soma a outra sanção recente: a revogação dos vistos do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e até de seus familiares, em resposta à sua atuação jurídica contra o ex-presidente Jair Bolsonaro — apegando-se à narrativa de "perseguição política". As ações configuram uma escalada de interferência diplomática que desafia a soberania brasileira.

Resumo

Tópico Detalhes
Motivo Acusação de facilitação à Cuba no esquema de forced labor via programa Mais Médicos
Alvos Dois ex-funcionários do Ministério da Saúde; servidores da OPAS
Critério usado Participação no programa com suspeita de cooperação com trabalho forçado
Efeitos práticos Restrição de vistos, tensão diplomática, possível impacto em parcerias futuras
Contexto maior Paralelo com sanções contra Alexandre de Moraes — intensificação do atrito Brasil-EUA

 

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