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Brasil passa vexame diplomático nos EUA: reunião de Haddad com secretário do Tesouro é cancelada

Governança política fragilizada e desgaste nas relações com Washington impedem negociação do tarifaço; Casa Branca condiciona diálogo ao “livramento” de Bolsonaro, enquanto governo Lula sofre isolamento

12/08/2025 às 10h13
Por: Douglas Ferreira
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Ministro Fernando Haddad foi esnobado assim como Geraldo Alckmin - Foto: Reprodução
Ministro Fernando Haddad foi esnobado assim como Geraldo Alckmin - Foto: Reprodução

O governo Lula coleciona mais um vexame internacional ao ver fracassar uma tentativa crucial de negociação com os Estados Unidos. O encontro entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que poderia ter sido a chance de amenizar o aumento de 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros, simplesmente foi cancelado. O motivo? O governo Trump deixou claro que só negociará o chamado “tarifaço” com o “Bolsonaro livre”.

A notícia da suspensão da reunião é o retrato fiel do isolamento diplomático em que o Brasil se encontra. Não é só Haddad que sofre a humilhação de não ser recebido com a devida atenção. O vice, Geraldo Alckmin, já foi alvo da mesma esnobada nos corredores da Casa Branca. E o embaixador brasileiro em Washington, Mauro Vieira, parece não ter acesso nem mesmo à mais básica interlocução com o governo Trump, evidenciando a fragilidade total da diplomacia brasileira. O melhor mesmo para Vieira seria — pedir para sair. 

O episódio revela que o problema para o governo Trump não é comercial, mas político. Desde que Lula devolveu, sem sequer responder, a carta enviada por Donald Trump, o diálogo entre os dois países entrou em um beco sem saída. A Casa Branca exige um pedido formal de desculpas para retomar o diálogo — algo que o presidente brasileiro optou por não fazer, preferindo usar o episódio como munição eleitoral. Essa postura fechou portas e criou uma barreira que o Brasil, hoje, não tem capacidade de derrubar.

No centro dessa crise, está a controvérsia em torno do ministro Alexandre de Moraes, sancionado pela Lei Magnitsky Global, que reforça o desgaste entre os governos. Nos EUA, a percepção é cada vez mais clara: o Brasil vive uma “ditadura judicial”, como repercutido recentemente pelo Wall Street Journal. Esse diagnóstico crítico da imprensa americana traduz o temor e a rejeição que a administração Lula enfrenta no exterior.

A pergunta que fica é clara: quem realmente governa o Brasil? Enquanto Haddad tenta negociações frustradas, o país é visto como refém de disputas internas e conflitos ideológicos. O próprio Lula já admitiu que seu vice Alckmin “não consegue falar com ninguém” na Casa Branca, escancarando o fracasso da estratégia diplomática.

Por fim, resta o gesto vazio do chanceler Mauro Vieira, que anunciou uma misteriosa reunião com seu colega americano, negada pelo Departamento de Estado dos EUA. Um capítulo de desinformação e vaidade em meio a uma crise profunda que, até agora, só tem acumulado prejuízos para o Brasil.

Esse cenário não deixa dúvidas: o Brasil perdeu a credibilidade e o respeito da principal potência mundial, e não há sinais de que essa situação será revertida a curto prazo. O “livramento” de Bolsonaro virou moeda política na relação bilateral, revelando que, para Trump, o peso da política interna brasileira sobrepõe-se a qualquer interesse econômico.

Enquanto isso, os produtores brasileiros seguem pagando o preço do descaso, com o aumento de tarifas que ameaça setores vitais da economia. O governo Lula, em vez de agir com pragmatismo e foco na defesa dos interesses nacionais, opta por blefes e embates ideológicos que empurram o país para o isolamento global. E quem paga essa conta? O Brasil, o trabalhador e a indústria nacional.

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