
Enquanto a esquerda brasileira insiste na fantasia de que a família Bolsonaro — especialmente o deputado Eduardo — puxa as cordas de Donald Trump, a realidade é bem diferente — e muito mais incômoda para esses grupos. Eduardo Bolsonaro? Quase irrelevante. Não é ele quem move o governo americano a sancionar Alexandre de Moraes pela Lei Magnitsky, nem quem puxou a alavanca para a tarifa de 50% ao Brasil.
Então, quem são as verdadeiras “sombras” que comandam Trump quando o assunto é o Brasil? Quem sussurra no ouvido do homem mais poderoso do Ocidente sobre comércio, esquerda latino-americana, e os supostos abusos do ministro Moraes? Quem fornece o arsenal verbal para atacar Lula? São três americanos, e nenhum deles atende por Bolsonaro.
Primeiro, Martin De Luca — advogado de Trump e cérebro por trás da ação que abriu a porta para a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes.
Depois, Jason Miller — braço direito e conselheiro de Trump, que conhece bem a “hospitalidade” brasileira: foi detido e interrogado por três horas na Polícia Federal, por ordem do próprio Moraes, em 2021. Miller veio ao Brasil para a Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), mas não esperava a recepção hostil em uma suposta “terra livre”.
Desde então, Miller monitora o Brasil de perto, e não tem papas na língua: chama o país de “ditadura judicial” e já xingou Moraes de “idiota” no X, depois do gesto obsceno do ministro em um estádio. Antes do cancelamento do visto e da sanção Magnitsky, definiu Moraes como “a maior ameaça à democracia no Hemisfério Ocidental”.
Por fim, Steve Bannon — o guru de Trump, admirador declarado de Bolsonaro e ligado ao ex-filósofo Olavo de Carvalho. Bannon é o principal agitador contra a “ditadura do STF” e um dos principais arquitetos da cruzada conservadora contra a esquerda no Brasil.
Portanto, Eduardo Bolsonaro pode até querer a fama, mas a influência real está nas mãos desses três americanos que conhecem o Brasil a fundo e moldam as decisões de Trump com suas agendas próprias. A narrativa fácil da esquerda é desconectada da verdade — e o jogo é muito mais complexo e poderoso do que querem admitir.
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