
O regime comunista da China impôs recentemente novas proibições de saída a dois cidadãos americanos, acendendo alertas sobre os riscos enfrentados por estrangeiros que viajam ao país. Um dos alvos foi um funcionário do Departamento de Comércio dos EUA, impedido de deixar a China em abril após supostamente omitir sua ocupação em um pedido de visto. Ele já havia trabalhado para o Exército dos EUA e teria sido interrogado por agentes de inteligência chineses em Chengdu, onde visitava familiares. O nome do cidadão não foi divulgado.
Outro caso envolve Mao Chenyue, diretora-gerente do banco Wells Fargo, com sede em Atlanta. Mao, que cresceu na China e tem cidadania americana, foi impedida de sair do país sob a alegação de envolvimento em um processo criminal, sem detalhes revelados. A instituição financeira suspendeu todas as viagens de funcionários à China, citando falta de transparência e insegurança jurídica.
A prática de restringir a saída de cidadãos estrangeiros não é nova e tem sido usada pelo Partido Comunista Chinês (PCCh) como forma de coerção política. Estima-se que mais de 200 americanos enfrentem medidas como detenções, proibições de saída e uso arbitrário da legislação local. Até familiares de dissidentes, como a esposa e o filho do artista Gao Zhen, vêm sendo retidos no país como forma de punição indireta — o que muitos classificam como “justiça coletiva”.
Enquanto o Departamento de Estado dos EUA recomenda cautela ao viajar para a China, especialistas pedem que o alerta volte ao nível 3 (“Reconsidere a viagem”). Para analistas internacionais, é necessário adotar sanções mais firmes contra Pequim até que todos os americanos detidos ou impedidos de sair da China sejam libertados. Empresas estrangeiras, por sua vez, enfrentam crescentes dificuldades operacionais e reputacionais ao manter vínculos com um regime que despreza o Estado de Direito.
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