
O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito que apura a morte de Alef Oliveira de Lima, assassinado com um tiro no peito no dia 21 de junho, no Conjunto Frei Damião, zona sudeste de Teresina. A investigação aponta que o crime não foi fruto do acaso: nasceu de um relacionamento conturbado, marcado por ciúmes, ameaças e, por fim, vingança.
A massagista Sabrina Grazielle Pereira Dourado, ex-namorada de Alef, foi indiciada como responsável por arquitetar a ação que terminou em tragédia. Segundo a polícia, ela havia discutido com a vítima na véspera do crime, depois de flagrá-lo em companhia de outra mulher. O desfecho da briga foi uma ameaça explícita: Sabrina prometeu incendiar a casa e até o próprio Alef.
Determinada a “dar um susto” no ex, ela recorreu a Breno Ronald, homem com ligações com facções criminosas, que acabou transformando a vingança em homicídio.
De acordo com o delegado Bruno Ursulino, responsável pelo caso, Breno iniciou a ação incendiando a motocicleta de Alef. O plano inicial era apenas intimidar. Porém, ao retornar ao local, Breno disparou contra o portão da residência. O tiro atravessou a estrutura e atingiu Alef no peito, tirando-lhe a vida.
Breno confessou o crime durante depoimento ao DHPP. Alegou não ter intenção de matar, mas admitiu tanto o incêndio quanto o disparo. Para a polícia, a versão não se sustenta:
“um tiro dado daquela forma jamais poderia ser visto como simples intimidação”, afirmou o delegado.
O inquérito concluiu que tanto Sabrina quanto Breno devem responder por homicídio qualificado e dano qualificado. Para a polícia, Sabrina desempenhou papel fundamental ao instigar e induzir o executor, oferecendo respaldo moral para a ação criminosa.
“Não foi coincidência. A discussão, a ameaça e o incêndio na moto ocorreram em sequência. Ela sabia o que estava fazendo”, ressaltou o delegado Ursulino.
O pano de fundo do assassinato é um triângulo amoroso marcado por ciúmes. Sabrina não aceitava a aproximação de Alef com outra mulher. A frustração e a sensação de abandono a levaram a buscar vingança, que culminou em tragédia irreversível.
A morte de Alef escancara um cenário cada vez mais comum em Teresina: crimes passionais que se misturam com a brutalidade das facções criminosas, onde o limite entre “susto” e execução é cada vez mais tênue.
Sabrina e Breno agora aguardam julgamento, mas a história deixa uma pergunta no ar: até onde o ciúme pode transformar relações humanas em armas letais?
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