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Justiça ORIGEM DUVIDOSA

Justiça Eleitoral manda vender carro de R$ 140 mil ligado à vereadora Tatiana Medeiros

Toyota Corolla Cross, registrado em nome da mãe da parlamentar, será leiloado após suspeitas de uso em lavagem de dinheiro para campanha; recursos irão para conta judicial até o fim do processo

03/08/2025 às 21h57
Por: Redação GH1
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Vereadora encontra-se em prisão domiciliar - Foto: Reprodução
Vereadora encontra-se em prisão domiciliar - Foto: Reprodução

A Justiça Eleitoral determinou a venda antecipada de um Toyota Corolla Cross 2022/2023, avaliado em R$ 140 mil, apreendido em meio às investigações contra a vereadora Tatiana Medeiros. O veículo está registrado em nome de sua mãe, Maria Odélia de Aguiar Medeiros, mas, segundo as apurações, estaria sendo utilizado pela parlamentar.

A decisão foi proferida no dia 1º de agosto pela juíza Júnia Maria Feitosa Bezerra Fialho, que atendeu à recomendação do Ministério Público Eleitoral. O órgão alertou para o risco de desvalorização do automóvel caso permanecesse parado ou em uso prolongado enquanto as investigações avançam. Assim, a magistrada determinou a venda em leilão, com depósito do valor arrecadado em conta judicial até o fim do processo.

No despacho, a juíza negou dois pedidos: o da Polícia Federal, que havia solicitado a utilização do carro em operações, e o da defesa, que pedia a devolução do veículo à proprietária.

As investigações indicam que o carro teria sido adquirido com recursos de origem criminosa, ligados ao suposto financiamento ilegal da campanha de Tatiana. O inquérito aponta que Alandilson Cardoso Passos, namorado da parlamentar e acusado de integrar a facção criminosa Bonde dos 40, teria repassado dinheiro ilícito para a candidatura. Em troca, a vereadora teria sinalizado a intenção de “devolver” parte do valor por meio do veículo, caracterizando indícios de lavagem de dinheiro.

A defesa de Tatiana Medeiros sustenta que o Corolla Cross foi adquirido por meio de consórcio, antes das suspeitas levantadas, e que a origem do bem é lícita. Ainda assim, a Justiça considerou suficientes os elementos que indicam a utilização do automóvel para ocultar patrimônio e dificultar o rastreamento de valores.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal, e a venda do veículo representa mais um capítulo do cerco judicial contra a vereadora, que já é alvo de outras apurações sobre crimes eleitorais e suposta ligação com organizações criminosas.

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