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Justiça MORAES X TRUMP

Moraes dobra a aposta contra os EUA e arrasta STF para o centro da crise

Ministro desafia sanções impostas por Trump, mas especialistas alertam: bancos e executivos brasileiros podem pagar a conta

01/08/2025 às 19h27 Atualizada em 01/08/2025 às 19h39
Por: Douglas Ferreira
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Donald Trump e Alexandre de Moraes protagonizam o se pode chamar de duelo de titãs - Foto: Imagem gerada por IA
Donald Trump e Alexandre de Moraes protagonizam o se pode chamar de duelo de titãs - Foto: Imagem gerada por IA

No ring dois pesos pesados continuam a se enfrentar. De um lado o ministro Alexandre de Moraes. Do outro, o presidente da maior, mais rica e mais poderosa nação democrática do Ocidente, Donald Trump. A tensão entre Washington e Brasília ganhou novos contornos depois que o ministro Alexandre de Moraes anunciou que “ignorará” as sanções impostas pelo governo americano no âmbito da Lei Global Magnitsky. A declaração, feita nesta sexta-feira (1), soou como uma aposta de risco que coloca não apenas o próprio magistrado, mas também o Supremo Tribunal Federal (STF) e o sistema financeiro nacional em posição delicada diante da maior potência econômica do planeta.

Lideranças políticas de oposição já chamam a postura do ministro de “cutucar onça com vara curta”. O alerta é simples: Donald Trump não costuma recuar. E esse embate nos lembro outro dito popular: "dois bicudos não se beijam".

Bancos na linha de tiro

O recado de Washington não mira só Moraes. Ele respinga sobre qualquer instituição financeira que ouse prestar serviços ao ministro. O advogado e especialista em Direito Migratório, Vinicius Bicalho, explica: executivos podem ter vistos cancelados, bens congelados e até serem expulsos do sistema financeiro internacional.

A lógica é pragmática: quem desafiar a lei americana pode ser tratado como cúmplice. No linguajar popular, “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Não por acaso, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, foi taxativo:
“Não discutimos a lei, nós cumprimos a lei.”

STF x Wall Street

A teimosia de Moraes pode arrastar a Suprema Corte brasileira para um campo minado: o embate direto com o dólar e com Wall Street. A capilaridade do sistema financeiro americano — que controla compensações globais — transforma qualquer desafio em aventura de alto custo.

Mesmo sem citar nomes, lideranças do mercado já sinalizam que não pretendem testar os limites da paciência de Washington.

E agora, Lula?

Enquanto Moraes joga pesado e fala em não se curvar, Lula se vê com uma "batata quente" nas mãos. Blindar o ministro significa arriscar retaliações mais severas. Deixar Moraes exposto, por outro lado, pode ser lido como fraqueza institucional.

A pergunta ainda sem resposta nos corredores de Brasília - e no resto do país - é: até onde o presidente Lula está disposto a ir para sustentar a aposta de Moraes?

Se for bravata, o ministro logo recuará. Mas se a aposta for real, o Brasil pode estar diante de uma escalada inédita em suas relações internacionais. E as consequências - acredite -, são imprevisíveis.

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