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Internacional VERGONHA SUPREMA

EUA sancionam Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky

Ministro do STF entra na lista de sanções por suposta violação de direitos humanos; medidas incluem bloqueio de bens e proibição de entrada nos Estados Unidos.

30/07/2025 às 13h32 Atualizada em 30/07/2025 às 21h08
Por: Wagner Albuquerque Fonte: CNN BRASIL
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Foto: Reprodução
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O governo dos Estados Unidos decidiu aplicar a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi antecipada pelo jornalista Lourival Sant’Anna, da CNN Brasil. Com a medida, Moraes pode enfrentar sanções como o congelamento de bens e contas bancárias em território americano, além de ter o visto revogado e a entrada no país vetada.

A Lei Magnitsky foi criada em 2012, durante o governo de Barack Obama, para punir responsáveis por corrupção e graves violações de direitos humanos. Inspirada no caso do advogado russo Sergei Magnitsky — morto em uma prisão de Moscou após denunciar um esquema de corrupção estatal — a legislação inicialmente visava autoridades russas, mas foi expandida em 2016 para alcançar qualquer indivíduo ou entidade envolvida nesses crimes.

Ao entrar na lista, a pessoa sancionada passa a ter restrições econômicas e diplomáticas severas. Para sair, é necessário provar inocência, demonstrar que já foi julgado e punido pela Justiça ou apresentar mudança significativa de comportamento. A retirada das sanções também pode ocorrer se o governo dos EUA considerar que isso atende aos interesses de segurança nacional, mediante notificação ao Congresso.

A decisão marca um raro e contundente gesto diplomático contra um alto integrante do Judiciário brasileiro. Até o momento, nem o governo brasileiro nem o STF se pronunciaram oficialmente sobre as possíveis repercussões do caso. A inclusão de Moraes na lista pode acirrar o debate internacional sobre liberdade de expressão, ativismo judicial e a atuação das instituições democráticas no Brasil.

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