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Voepass interrompe 90% dos voos no Nordeste e preserva somente uma rota

A decisão vem na esteira do acidente com um ATR-72 no início de agosto, que resultou na perda de uma aeronave da frota

28/08/2024 às 06h19 Atualizada em 30/08/2024 às 08h01
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Voepass Linhas Aéreas anunciou o fechamento da sua base em Campina Grande (PB), uma das últimas cidades nordestinas ainda atendidas pela companhia após uma série de cancelamentos de rotas na região. A decisão vem na esteira do acidente com um ATR-72 no início de agosto, que resultou na perda de uma aeronave da frota.

Em comunicado, a Voepass informou que a redução na frota exigiu uma readequação de sua malha aérea para melhorar a experiência dos passageiros, minimizando atrasos e cancelamentos. A partir de 27 de outubro, Campina Grande deixará de receber voos da companhia, e os passageiros com bilhetes comprados para os trechos cancelados serão reacomodados conforme as regras da Anac.

O acidente, ocorrido em 9 de agosto, foi um dos mais trágicos na história da aviação regional, resultando na morte de 62 pessoas. Desde então, a Voepass tem gradualmente cancelado operações em várias cidades nordestinas, incluindo Fortaleza, Natal, Salvador, Juazeiro do Norte, Mossoró, Aracati e agora Campina Grande.

Com o encerramento das operações em Campina Grande, a Voepass manterá apenas uma rota no Nordeste, entre Recife e Fernando de Noronha. A perda de voos regionais representa um duro golpe para a conectividade aérea na região, especialmente para cidades como Campina Grande, que agora perderá ligações diretas para Fortaleza e Recife.

Fontes do setor indicam que a Latam, em conjunto com o governo estadual, poderia trazer aeronaves Airbus para operar em Campina Grande como uma forma de compensar a saída da Voepass. A Latam já havia solicitado a manutenção da redução de alíquotas de ICMS por mais dois meses, e o governo estadual poderia exigir a retomada de voos em 2025 como contrapartida. Entretanto, com a saída da Voepass e sem previsão de retorno, Campina Grande enfrenta mais um desafio na manutenção de sua conectividade aérea.

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