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Apenas três ministros do STF mantêm visto para os EUA; oito viram “personas non gratas”

Em retaliação às decisões contra Bolsonaro, governo Trump cancela vistos de Moraes, Barroso, Zanin, Dino e outros ministros, além de familiares; apenas Fux, Nunes Marques e Mendonça seguem liberados

20/07/2025 às 06h10
Por: Douglas Ferreira
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Ministro Alexandre de Moraes puxa um cordão de mais 7 ministros do STF proibidos de entrar nos EUA - Foto: Reprodução
Ministro Alexandre de Moraes puxa um cordão de mais 7 ministros do STF proibidos de entrar nos EUA - Foto: Reprodução

O governo dos Estados Unidos decidiu cancelar os vistos de entrada de oito dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), medida que também atinge seus familiares. Apenas Kassio Nunes Marques, Luiz Fux e André Mendonça permanecerão com “passe livre” para viajar aos EUA, incluindo férias, palestras e compras.

Entre os três que mantêm o visto, destacam-se os dois indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro — Mendonça e Nunes Marques — além de Fux, que tem feito críticas pontuais às decisões mais duras contra apoiadores do ex-presidente.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora considerado “persona non grata” em Israel, seguirá autorizado a desembarcar em solo americano, acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva.

Oito ministros alvos das sanções

O cancelamento dos vistos foi anunciado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como retaliação à decisão do ministro Alexandre de Moraes de impor uma tornozeleira eletrônica ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida também foi estendida a familiares dos ministros afetados.

Estão na lista:

  • Alexandre de Moraes

  • Luís Roberto Barroso

  • Dias Toffoli

  • Cristiano Zanin

  • Flávio Dino

  • Cármen Lúcia

  • Edson Fachin

  • Gilmar Mendes

Segundo a justificativa oficial da Casa Branca, as pessoas atingidas se enquadram em “situação que possivelmente teria consequências adversas e graves para a política externa dos EUA”.

Nomeações e reações

À exceção de Gilmar Mendes (nomeado por Fernando Henrique Cardoso) e Alexandre de Moraes (por Michel Temer), todos os demais ministros da lista foram indicados por governos petistas.

O grupo que perdeu o direito de entrada nos EUA também votou majoritariamente a favor de mudanças na regulação de plataformas digitais — tema considerado sensível para Trump, crítico de qualquer regulação sobre liberdade de expressão.

A ministra das Relações Institucionais do governo Lula, Gleisi Hoffmann, reagiu à decisão do governo americano, mas ainda não houve posicionamento formal do STF.

Contexto

A medida integra uma escalada de tensões diplomáticas entre os governos Trump e Lula, acentuada pela condução de processos judiciais contra Bolsonaro no Brasil, interpretados pelo ex-presidente americano como uma “caça às bruxas política”.

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