
O governo dos Estados Unidos, sob comando de Donald Trump, anunciou na noite desta sexta-feira (18) a revogação imediata dos vistos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de seus familiares e aliados na Corte. A medida foi comunicada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, nas redes sociais, e representa uma dura resposta à atuação do magistrado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, classificada como “caça às bruxas política” pelo governo norte-americano.
Segundo Rubio, Moraes estaria conduzindo uma perseguição judicial que viola direitos fundamentais não só de brasileiros, mas que também afeta cidadãos americanos. A declaração veio acompanhada da afirmação de que a gestão Trump “responsabilizará estrangeiros que promovam censura à liberdade de expressão”, em clara referência às decisões do ministro contra bolsonaristas. A proibição de entrada nos EUA se estende a aliados do STF e familiares diretos de Moraes.
A ofensiva contra o ministro foi intensificada após a atuação de Eduardo Bolsonaro em Washington, onde o deputado licenciado buscou apoio de autoridades americanas para sancionar Moraes. Em meio às crescentes pressões, Trump também anunciou, no início de julho, uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, alegando que Bolsonaro estaria sendo perseguido injustamente pelo sistema judicial brasileiro com aval do presidente Lula.
Na manhã do mesmo dia, a Polícia Federal realizou buscas em endereços ligados a Bolsonaro por ordem de Moraes, que também determinou uso de tornozeleira eletrônica, restrições de comunicação e movimentação ao ex-presidente. A Casa Branca, por sua vez, reforçou o apoio a Bolsonaro e condenou o que chamou de “sistema judicial armado”. Em resposta, Moraes acusou Trump de agir como “inimigo da soberania nacional”, ao interferir diretamente nas instituições brasileiras.
Em atualização
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