
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, entregou pessoalmente ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma carta de indicação ao Prêmio Nobel da Paz. O gesto aconteceu durante uma reunião na Casa Branca, onde os dois discutiram a situação no Oriente Médio, incluindo a guerra em Gaza e a busca por uma trégua com o Irã. “Ele está forjando a paz em uma região após a outra”, afirmou Netanyahu ao justificar a indicação.
Este foi o primeiro encontro entre os líderes desde que os Estados Unidos bombardearam instalações nucleares iranianas, no mês anterior, em resposta à escalada de tensões entre Israel e Irã. A ação levou à intermediação americana de um cessar-fogo entre os dois países. Durante a reunião, Netanyahu também elogiou o papel de Trump nos Acordos de Abraão, que visavam normalizar relações entre Israel e nações árabes como Emirados Árabes, Bahrein, Sudão e Marrocos.
Trump, por sua vez, tem defendido uma trégua entre Israel e o Hamas desde o ataque surpresa do grupo terrorista ao sul de Israel em outubro de 2023. Os EUA propuseram um cessar-fogo que prevê uma pausa de 60 dias no conflito e a libertação de reféns. O plano já recebeu aval de Israel, mas ainda não foi aceito pelo Hamas. Segundo Trump, há possibilidade de acordo ser fechado ainda nesta semana.
Além de Israel, o governo do Paquistão também indicou Trump ao Nobel da Paz, atribuindo-lhe papel decisivo na redução de tensões com a Índia após um atentado que matou 26 turistas indianos em abril. Segundo Islamabad, foi a intervenção diplomática de Trump que ajudou a evitar uma guerra. Nova Délhi, porém, sustenta que o cessar-fogo, firmado em 10 de maio, foi resultado de negociações diretas entre os dois exércitos.
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