
O relatório preliminar sobre a queda do avião da Air India, ocorrida em junho de 2025 em Ahmedabad, aponta para uma sequência crítica de eventos iniciada apenas três segundos após a decolagem: os botões que controlam o fornecimento de combustível aos motores foram desligados manualmente, interrompendo a potência das turbinas. O voo AI171, com destino a Londres, transportava 242 pessoas — entre passageiros e tripulantes — e caiu em uma área residencial, matando 260 pessoas, incluindo moradores em terra.
De acordo com os dados recuperados dos gravadores de voo, os dois motores perderam potência imediatamente após o corte de combustível, e uma turbina de emergência foi acionada. Em seguida, os pilotos tentaram religar os motores, mas a altitude já era crítica. A gravação de voz da cabine revela que um dos pilotos questionou o outro sobre o corte de combustível e recebeu a resposta de que não havia realizado a ação, sugerindo falha de comunicação ou possível desorientação. Pouco depois, um chamado de emergência foi emitido, e o avião se chocou contra prédios próximos ao aeroporto.
O relatório descarta falhas técnicas, meteorológicas ou problemas no combustível, e reforça que os interruptores só poderiam ser desligados manualmente — por alguém dentro da cabine. Embora ainda não se possa afirmar se houve erro humano acidental ou ato intencional, a investigação se concentra agora na atuação da tripulação. Não houve recomendações até o momento para a Boeing ou a fabricante dos motores, o que reforça a suspeita de falha operacional direta.
A tragédia teve impacto internacional, com vítimas do Reino Unido, Portugal e Canadá, além da maioria indiana. A Autoridade de Investigação de Acidentes da Índia segue analisando os dados e os perfis psicológicos da tripulação. O relatório final ainda não tem data de divulgação, mas deve trazer respostas mais conclusivas sobre um dos acidentes mais graves da aviação indiana nos últimos anos.

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