
A sessão do Pleno do Tribunal de Justiça do Maranhão - TJ/MA, realizada na última quarta-feira (9), foi palco de uma denúncia grave feita pelo desembargador Luiz de França Belchior Silva: dois juízes substitutos continuam atuando como desembargadores mesmo com o prazo de suas designações vencido há meses, o que coloca em risco a validade de decisões judiciais e compromete a integridade do tribunal.
Segundo o desembargador Belchior, os juízes Edimar Fernando Mendonça de Sousa e Rosária de Fátima Almeida Duarte permanecem ocupando as cadeiras dos desembargadores afastados Guerreiro Júnior e Nelma Sarney, respectivamente, mesmo depois do vencimento do prazo máximo para substituição - que, segundo o Regimento Interno do TJ/MA, é de um ano, improrrogável.
Os atos de designação foram assinados pelo então presidente do TJ-MA, Paulo Sérgio Velten Pereira, em fevereiro e abril de 2024, mas os prazos legais já se esgotaram, como reforçou Belchior em plenário.
A irregularidade decorre da omissão da atual Presidência do TJ/MA, que não publicou novo edital para convocar magistrados interessados nas vagas temporárias e nem providenciou o afastamento dos juízes que continuam atuando indevidamente. A responsabilidade, portanto, recai sobre a administração do tribunal.
Os próprios juízes substitutos, Edimar Fernando Mendonça e Rosária de Fátima Almeida Duarte, são os beneficiários da permanência irregular nos cargos de desembargadores.
A continuidade da atuação de magistrados sem legitimidade formal para integrar o colegiado pode:
✅ Comprometer a validade das decisões já proferidas por eles desde o vencimento do prazo;
✅ Provocar questionamentos jurídicos e anulação de julgados por vício de composição do tribunal;
✅ Ferir os princípios da legalidade, moralidade administrativa e segurança jurídica;
✅ Abalar ainda mais a já fragilizada imagem do Judiciário maranhense.
Em plenário, o desembargador Raimundo Moraes Bogéa endossou a denúncia e citou o artigo 86, §3º, do Regimento Interno:
“A convocação de juiz de direito em substituição não excederá de um ano e é improrrogável”.
Belchior cobrou a publicação imediata de edital para nova habilitação de magistrados interessados nas vagas, a fim de regularizar a situação. Até o momento, a Presidência do TJ/MA não se manifestou oficialmente.
A denúncia feita pelo desembargador Belchior expõe falhas administrativas graves e desafia a gestão do tribunal a corrigir, com urgência, as irregularidades para preservar a legalidade das decisões e a credibilidade da Justiça.
SOLTO Caso Ana Karine: acusado de homicídio deixa prisão por decisão da Justiça do Piauí
CONDENADO Treinador de futsal é condenado a maquis de 100 anos por abusos no Piauí
SAÚDE AGRAVADA Moraes prorroga prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro após novo pedido da defesa
MANTIDA CONDENAÇÃO TRE mantém condenação de jornalista por calúnia contra Ciro Nogueira
PAULO GONET PGR defende manutenção da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mas pede retenção definitiva da arma
MEDIDAS CAUTELARES Justiça revoga prisão de empresário acusado de tentativa de homicídio em Teresina; entenda os fundamentos da decisão
TETO CONSTITUCIONAL STF voltou atrás nos penduricalhos? Entenda o que realmente está sendo julgado
PRISÃO PREVENTIVA Saiba quem é o homem preso por vender vídeos de sexo e que teve a prisão mantida pela Justiça
CASO MASTER Mendonça manda Vorcaro para a Papudinha e decisão muda cenário do caso Master Mín. 21° Máx. 37°