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EUA e aliados rejeitam vitória de Maduro nas eleições venezuelanas

EUA e dez países latino-americanos rejeitam resultado eleitoral na Venezuela; Brasil adota o silêncio.

24/08/2024 às 08h21 Atualizada em 24/08/2024 às 08h49
Por: Wagner Albuquerque
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OEA em 2022. Foto: Reprodução
OEA em 2022. Foto: Reprodução

Os Estados Unidos e dez países da América Latina, incluindo Argentina, Chile e Uruguai, rejeitaram na última sexta-feira, 23, a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela de validar a vitória do ditador Nicolás Maduro nas eleições de 28 de julho. O Brasil, no entanto, não integrou o grupo. Josep Borrell, chanceler da União Europeia, também declarou que o bloco não aceitará o resultado sem a publicação das atas de votação.

O TSJ, a mais alta corte venezuelana, é controlado pelo chavismo e costuma emitir decisões favoráveis ao governo. Na quinta-feira, o tribunal certificou os resultados das eleições com base em dados fornecidos pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que também é dominado pelo regime. A validação ocorreu mesmo diante de alegações de fraude, que dividiram a comunidade internacional.

A reação internacional à eleição venezuelana se dividiu em três grupos. De um lado, regimes autocráticos e países bolivarianos, como Nicarágua, Cuba, Irã, Rússia e China, que celebraram a vitória de Maduro. No outro extremo, as democracias ocidentais, incluindo EUA, Argentina, Chile e outros, que acusam o governo de fraude e reconhecem o opositor Edmundo González Urrutia como o verdadeiro vencedor.

O Brasil, Colômbia e México compõem o terceiro grupo, que busca uma resposta conjunta à situação. Esses países exigiram a publicação das atas de votação, mas ainda não se posicionaram oficialmente contra Maduro, apesar das evidências de que o regime venezuelano não pretende divulgar os dados.

O CNE justificou a falta de publicação das atas alegando um suposto ataque hacker ao seu sistema. O TSJ determinou que os dados permaneçam em sigilo e validou os boletins que indicam Maduro como vencedor com 52% dos votos, garantindo-lhe um terceiro mandato de seis anos. A oposição, por sua vez, afirma que González Urrutia venceu e acusa o TSJ e o CNE de servirem aos interesses do chavismo.

Os opositores venezuelanos publicaram na internet 25 mil atas de votação, cerca de 80% do total, que foram verificadas por organizações independentes e revelam uma derrota significativa de Maduro. Em resposta, dez países latino-americanos, junto com os EUA, emitiram um comunicado conjunto rejeitando a decisão do TSJ e criticando a falta de transparência no processo eleitoral.

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