
O governo do Irã confirmou, nesta segunda-feira (23), o lançamento de mísseis contra bases militares americanas localizadas no Iraque e no Catar. De acordo com fontes do Pentágono e da Casa Branca, os ataques foram direcionados à base aérea de Al Udeid, em Doha — a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio — e a alvos estratégicos no território iraquiano. A ofensiva acontece em meio às tensões provocadas por um ataque recente a instalações nucleares iranianas, atribuído a Washington.
Segundo o jornal New York Times, os ataques foram coordenados previamente com autoridades iranianas com o objetivo de “minimizar baixas”, indicando que a ação foi mais simbólica do que letal. Ainda assim, testemunhas relataram explosões em Doha, e funcionários da embaixada americana no Catar buscaram abrigo durante a ofensiva. Até o momento, não há informações sobre vítimas, mas o clima é de alerta máximo.
Autoridades americanas, incluindo o secretário de Defesa Pete Hegseth e o presidente do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, estão reunidos na Sala de Situação da Casa Branca para acompanhar a escalada. A Base Aérea de Al Udeid foi atingida por mísseis balísticos de curto e médio alcance, segundo fontes do Departamento de Defesa. A ação foi classificada por Teerã como um ato de autodefesa, e o Irã ressaltou que a ofensiva não representa ameaça ao Catar, chamado de “amigo e vizinho fraterno”.
A resposta do Irã é vista como retaliação direta à recente ofensiva contra seu programa nuclear, intensificando o risco de uma escalada militar na região. Enquanto a Casa Branca monitora os desdobramentos, cresce a pressão internacional para evitar um novo ciclo de confrontos no Golfo. A Rússia, aliada de Teerã, já se pronunciou em defesa do “direito iraniano à autodefesa”, reforçando a polarização no cenário geopolítico.
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