
A tragédia do balão em Praia Grande, no litoral catarinense, evoluiu para um desfecho sombrio e revelador, marcando esta última semana, com um dos momentos mais chocantes na recente história do balonismo nacional. No domingo, 15 de junho, um outro acidente com balão no interior de São Paulo deixou três mortos.
Na manhã deste 21 de junho, um passeio de balão com 21 pessoas a bordo terminou em calamidade: incêndio no cesto, pânico e queda fatal. O fogo, segundo o piloto, teve origem num maçarico auxiliar usado para acender o queimador principal. Ao perceber as chamas durante a decolagem, ele ordenou que os passageiros saltassem. Treze pessoas conseguiram pular ao nível do solo, mas, com o balão ficando “mais leve” e subindo repentinamente, outros saltaram de alturas perigosas - quatro morreram com o impacto e outras quatro ficaram carbonizadas no cesto, entre elas três que morreram abraçadas.
Foram oito óbitos confirmados:
Andrei Gabriel de Melo
Everaldo da Rocha
Fabio Luiz Izycki
Janaina Moreira Soares da Rocha
Juliane Jacinta Sawicki
Leandro Luzzi
Leane Elizabeth Herrmann
Leise Herrmann Parizotto.
Entre elas, mãe e filha (Leane e Leise), um casal de Joinville (Everaldo e Janaina), um médico oftalmologista (Andrei), um patinador artístico reconhecido (Leandro) e outros passageiros que haviam decidido viver um momento de alegria - nunca imaginando que viria a tragédia.
Dos 13 que pularam do balão, cinco seguem em observação: dois com queimaduras de segundo grau e três com escoriações e dores pelo impacto. Nenhuma fratura grave foi registrada. Todos receberam atendimento no Hospital Nossa Senhora de Fátima, em Praia Grande (SC).
A Polícia Civil de Santa Catarina, com apoio da Polícia Científica, está conduzindo a apuração no local, próximo a um posto de saúde na comunidade de Cachoeira do Bom Jesus. Já a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu investigação sobre possíveis falhas técnicas da aeronave e do operador. Entre as linhas de apuração estão o uso do maçarico, a manutenção dos equipamentos e o protocolo de emergência.
Delegado-geral Ulisses Gabriel: “Dói na alma a cena de três pessoas morrendo abraçadas”.
Governador Jorginho Mello (PL/SC): decretou luto oficial de três dias e ofereceu apoio ao resgate.
Presidente Lula: divulgou nota de pesar e colocou o Governo Federal à disposição das famílias.
Empresa Sobrevoar: afirmou cumprir normas da Anac e suspendeu temporariamente os voos.
Incêndio no cesto, ainda próximo ao solo.
Queda inicial, com 13 pessoas pulando.
Balão volátil sobe novamente, atingindo maior altitude.
Quatro saltos mortais por queda, outras quatro vítimas carbonizadas.
A Anac e a Polícia Civil prometem um laudo pericial técnico, que analisará equipamento, manutenção, protocolo de emergência e tempestividade das ações. A comunidade já pressiona por respostas e por medidas rigorosas diante do risco inerente da atividade.
Este episódio não é apenas mais uma tragédia - é o símbolo do risco de subestimar normas de segurança e da pressão para transformar um cenário de lazer em espetáculo rentável. A investigação que se avoluma nos próximos dias será decisiva para definir responsabilidades e, esperançosamente, prevenir que outras famílias tenham sua rotina transformada em dor.
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