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Supremo da Venezuela confirma vitória de Maduro

A oposição, no entanto, denuncia que fiscais e especialistas dos partidos contrários ao governo não tiveram permissão para acompanhar o processo de análise.

22/08/2024 às 19h04 Atualizada em 23/08/2024 às 10h54
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela confirmou nesta quinta-feira (22) a vitória de Nicolás Maduro na eleição presidencial de 28 de julho. A decisão ocorre após uma perícia realizada nas atas de votação, que foram entregues pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), também alinhado ao governo chavista. A oposição, no entanto, denuncia que fiscais e especialistas dos partidos contrários ao governo não tiveram permissão para acompanhar o processo de análise.

A oposição, representada pela Plataforma Unitária Democrática (PUD), alega que seu candidato, Edmundo González, foi o verdadeiro vencedor da eleição. O grupo disponibilizou em um site cópias das atas de votação que, segundo eles, comprovariam a vitória de González. Apesar disso, a presidente da Sala Eleitoral do TSJ, Caryslia Beatriz Rodríguez, validou os resultados divulgados pelo CNE, confirmando Maduro como presidente para o período de 2025 a 2031.

Rodríguez, que já ocupou cargos pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), justificou a decisão afirmando que a perícia realizada nas atas seguiu os "mais elevados padrões técnicos e legais". Ela destacou que os registros das máquinas de votação coincidiram plenamente com os dados de totalização de votos, segundo a análise do TSJ.

Em resposta à divulgação das atas pela oposição, o TSJ ordenou à Procuradoria-Geral da República que investigue possíveis crimes, como usurpação de funções, instigação à desobediência, crimes informáticos, associação criminosa e falsificação de documentos. Essas ações visam os responsáveis pela publicação das atas no site da oposição.

O bloco opositor, por sua vez, rejeitou a decisão do TSJ e afirmou que essa medida viola a separação dos poderes públicos, além de atropelar a vontade popular expressa nas urnas. A oposição também pediu que o CNE divulgue o que consideram ser o verdadeiro resultado da eleição. Antes da decisão do TSJ, havia relatos de que os Estados Unidos estavam considerando a imposição de sanções contra os juízes envolvidos no caso, caso a vitória de Maduro fosse confirmada.

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