
A natureza brasileira é um verdadeiro tesouro. Entre tantos frutos únicos, poucos despertam tanto fascínio e respeito como o pequi - fruto nativo do Cerrado que há séculos marca presença nas panelas e na cultura de Estados como Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Piauí e Mato Grosso. Com sabor intenso e aroma inconfundível, o pequi, cujo nome científico é Caryocar brasiliense, está cada vez mais deixando de ser um ingrediente regional para conquistar um espaço estratégico no mundo da nutrição funcional e da inovação agroindustrial.
E é nesse potencial que aposta a startup brasileira Bio2me, que está promovendo a castanha do pequi como um superalimento. A empresa enxerga no fruto um enorme valor agregado, tanto pela sua rica composição nutricional, quanto pelo potencial de uso na indústria cosmética e farmacêutica.
A alcunha não é exagero. O pequi é uma joia natural do Cerrado, bioma brasileiro que abriga uma das maiores biodiversidades do planeta. Sua castanha, retirada do caroço interno do fruto, é rica em gorduras boas, fibras, vitaminas A e E, além de compostos antioxidantes que ajudam a combater o envelhecimento celular e fortalecer o sistema imunológico.
Além de alimento, o pequi tem uso tradicional na medicina popular e nas práticas indígenas. Suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes são reconhecidas por diversas comunidades rurais e estudos acadêmicos vêm confirmando esse valor terapêutico.
A Bio2me está à frente de um movimento que busca levar o pequi para além da tradição culinária. A empresa aposta na valorização da castanha, que ainda é pouco conhecida fora da Região Centro-Oeste, como um ingrediente viável para a indústria de alimentos saudáveis e cosméticos naturais.
Segundo a startup, a castanha do pequi é altamente nutritiva, versátil e sustentável. Pode ser usada em farinhas, barras energéticas, óleos funcionais, licores e até como base para cremes dermatológicos, graças à sua ação regenerativa e hidratante.
Apesar dos desafios logísticos e da dificuldade de mecanização no cultivo, a Bio2me projeta um crescimento contínuo no consumo da castanha, com metas de ampliar a presença no mercado interno e, futuramente, alcançar a exportação.
O grande diferencial da castanha de pequi está na combinação de três fatores:
Potência nutricional comparável a outros superalimentos globais, como castanha-do-pará e macadâmia;
Origem sustentável, com colheita feita por comunidades locais, valorizando o extrativismo responsável e a sociobiodiversidade do Cerrado;
Versatilidade de aplicação, podendo atender tanto a demanda de alimentação saudável quanto o mercado crescente de cosméticos naturais.
O pequi começa a ganhar espaço na mídia nacional como superalimento, graças ao seu valor nutricional e potencial econômico. Na última sexta-feira, 17, o programa A Força do Agro destacou o pequi como exemplo de inovação no campo, impulsionando sua popularização além da culinária regional.
Transmitido diariamente, o programa tem sido fundamental para aproximar o público urbano das riquezas do agronegócio. A edição reforçou como iniciativas como a da Bio2me vêm apostando no “Ouro do Cerrado” para unir saúde, sustentabilidade e valorização da biodiversidade brasileira.
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