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Aviação BALÃO IRREGULAR

Balão irregular cai em São Paulo com 33 a bordo: três mortos e dezenas de feridos

Empresa atuava clandestinamente e já havia sido fechada outras vezes pela prefeitura. Vítimas foram lançadas ao solo em queda brutal; polícia e Seripa investigam o caso

15/06/2025 às 23h20
Por: Douglas Ferreira
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Moradores conseguiram fotografar o balão em queda - Foto: Reprodução
Moradores conseguiram fotografar o balão em queda - Foto: Reprodução

Um voo que deveria ser de contemplação e leveza terminou em horror. Um balão tripulado com 33 pessoas caiu na manhã deste domingo (15), por volta das 8h, em uma área rural de Capela do Alto, interior de São Paulo, provocando a morte de uma mulher e deixando ao menos dez pessoas feridas. A aeronave despencou próximo à estrada Vereador Geraldo Portela, no bairro Distrito do Porto, em uma cena descrita por testemunhas como “desesperadora”.

O que causou a queda?
Ainda não se sabe. Mas há indícios claros de negligência e clandestinidade. Segundo a Confederação Brasileira de Balonismo, o balão não possuía documentação regular, não fazia parte do corpo oficial de atletas e a empresa responsável já havia sido fechada diversas vezes pela prefeitura. Mesmo assim, continuava a operar impunemente, colocando vidas em risco em troca de lucro fácil. A identidade da empresa e de seus responsáveis ainda não foi oficialmente divulgada, e os proprietários seguem desaparecidos.

A cesta gigante com 33 pessoa caiu descontrolada - Foto: Reprodução

Morte e ferimentos em meio à queda
A mulher que perdeu a vida ainda não foi identificada. As outras vítimas, com ferimentos de leves a moderados, foram socorridas por equipes de resgate e encaminhadas para hospitais da região. O impacto da queda foi tão violento que alguns passageiros foram lançados para fora da cesta durante a descida desgovernada.

Empresa clandestina e descaso público
O acidente expõe mais do que falhas técnicas: revela o abismo de fiscalização, a omissão de autoridades locais e o funcionamento livre de "empresas fantasmas" no setor do turismo radical. A prefeitura de Capela do Alto sabia da atuação irregular da empresa, mas parece não ter conseguido ou querido impedir que ela voltasse a funcionar.

O voo clandestino resultou em três mortes e vários feridos - Foto: Reprodução

Havia previsão de mau tempo - e os voos autorizados foram cancelados. Mas o balão clandestino decolou mesmo assim. Com isso, 33 vidas foram postas em risco deliberadamente.

Evento oficial de balonismo em Boituva não tem ligação com o acidente
Enquanto Boituva, cidade vizinha e referência nacional em balonismo, realizava um campeonato oficial com todos os voos cancelados por conta do mau tempo, o balão irregular decolava da mesma região, desafiando não apenas a meteorologia, mas também o bom senso.

Investigação em andamento
O local do acidente foi isolado e peritos do Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) trabalham no local para apurar o que provocou a queda. Não está descartada falha humana, excesso de peso ou defeito estrutural na aeronave — agravado pelo possível descaso com normas de segurança.

Enquanto a investigação avança, permanece a pergunta inquietante: por que mais uma tragédia precisou acontecer para escancarar a impunidade que paira sobre os céus do turismo clandestino no Brasil?

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