
A deputada estadual Melissa Hortman, de 55 anos, e seu marido, Mark Hortman, foram assassinados a tiros na madrugada deste sábado (14) em Brooklyn Park, subúrbio da cidade de Minneapolis, no estado de Minnesota. O ataque, que também deixou o senador estadual John Hoffman e sua esposa, Yvette Hoffman, gravemente feridos, está sendo tratado pelas autoridades como premeditado e direcionado a representantes eleitos.
Segundo informações da Polícia Estadual, o suspeito é Vance Luther Boelter, de 57 anos, ex-servidor público com histórico de atuação na segurança privada. Ele teria utilizado uma viatura descaracterizada e se apresentado em trajes semelhantes aos de um policial para facilitar o acesso às residências das vítimas. Boelter fugiu após os crimes e é procurado por forças de segurança estaduais e federais, incluindo o FBI e os U.S. Marshals.
De acordo com as investigações preliminares, um documento manuscrito encontrado no veículo do suspeito indicava planejamento e intenções hostis contra autoridades públicas. As autoridades investigam possíveis motivações ideológicas, mas ressaltam que o foco imediato é localizar e prender o autor.
O governador de Minnesota, Tim Walz, manifestou pesar e classificou o ato como uma "tragédia inadmissível contra pessoas que dedicaram suas vidas ao serviço público". Ele determinou luto oficial e reforçou a necessidade de proteger as instituições democráticas e as pessoas que as representam.
Melissa Hortman atuava na Assembleia Legislativa de Minnesota desde 2005 e presidiu a Câmara entre 2019 e 2023. Reconhecida por seu trabalho em temas como educação e infraestrutura, sua atuação era respeitada dentro e fora do legislativo. A morte da parlamentar gerou comoção entre colegas e lideranças de diferentes partidos.
O senador John Hoffman e sua esposa permanecem internados em estado estável, segundo o hospital que os atende. A investigação continua em curso, e as autoridades pedem que qualquer informação sobre o paradeiro de Boelter seja imediatamente comunicada às forças de segurança.
O caso reacende o debate sobre a segurança de autoridades eleitas e a necessidade de vigilância contra atos de violência direcionados à vida pública. Para as autoridades locais, trata-se de um ataque à convivência civil e ao respeito às instituições, independentemente de posições políticas.
Melissa Hortman deixa dois filhos e uma carreira marcada por dedicação ao serviço público.
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